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Quer fazer intercâmbio? Conversamos com especialistas, que deram dicas essenciais para você planejar a experiência mais incrível da sua vida

Programa de intercâmbio: dicas essenciais para planejar o seu 

Foto: Shutterstock

Você morre de vontade de fazer um programa de intercâmbio, mas não sabe como isso é possível? Vem cá, que a gente ajuda! Para começar a planejar a experiência mais incrível da sua vida, você vai precisar seguir algumas dicas essenciais, que fazem toda a diferença na hora de planejar essa experiência inesquecível. Pode apostar: suas dúvidas vão acabar e vai ser muuuito mais fácil convencer os seus pais a embarcarem nessa ideia.

Tipos de intercâmbio

Existem várias opções: cursos de idioma, profissionalizantes, High School, Intercâmbio Teen, Trabalho e Estudo, Au pair (Quando você trabalha na casa da família que está residindo), Trabalho Voluntário e universidades.

Quais são os destinos mais procurados? 

Segundo Marcelo Melo, especialista em carreira e educação da IE, Canadá e Austrália são os mais procurados devido a moeda mais em conta, além da estrutura que os dois países oferecem para os estudantes. A Austrália também é muito procurada pelo fato da permissão de trabalho.

Quais são os destinos mais baratos?

A CI Fabiana Fernandes, revelou que os destinos mais baratos hoje são Canadá, África do Sul, Argentina e Malta. A razão principal é o valor da taxa de câmbio.

Quais são os melhores destinos para aprender outro idioma?

Todos os destinos são ótimos para se aprender um idioma, mas escolher um destino que se encaixe melhor com o seu perfil ajuda na hora da aprendizagem. Então o ideal é escolher o idioma que quer estudar junto com um destino alinhado com o seu perfil. Entre os mais procurados, Canadá e Inglaterra são os preferidos do público que deseja estudar a língua inglesa, pois tem ótimo custo benefício, além de serem muito tradicionais. Espanha e Chile são os mais procurados para se estudar espanhol.

Além de conhecer o local das gravações de uma de suas séries favoritas, a Isa viajou à Colúmbia Britânica, no Canadá, para aprender inglês. Seria o nosso sonho?

Por Carol Salomão | Crédito das imagens: arquivo pessoal

Dicas essenciais para planejar um intercâmbio no Canadá 

Foto: Shutterstock

A viajante: Isabela Fidalgo 
Origem: São Paulo (SP) 
Destino: Burnaby, Canadá
Duração da viagem: 6 meses

Escolhi o Canadá por ser um país que ainda não conhecia, para aprender sobre a cultura e os costumes, além de treinar o inglês. Antes do intercâmbio, porém, sabia que muitos filmes e séries tinham sido gravados lá, como Teen Wolf e Once Upon a Time – até visitei a cidade onde a equipe filma os episódios –, mas não quis pesquisar muito sobre o lugar, para encontrar surpresas! Meus pais também sempre quiseram que eu viajasse para o exterior e me apoiaram na decisão. Então, fui a três agências diferentes, e como os preços e pacotes eram parecidos, escolhi a IE pelo atendimento e atenção que recebi. Resolvi fazer o high school por seis meses em uma escola pública. Meu colégio era um dos menores do distrito e gostei bastante disso, pois todos se conheciam. Só que achei mais fácil de me enturmar com outros estudantes internacionais, que também estavam doidos para fazer novas amizades. Todos são simpáticos e curiosos em conhecer a nossa cultura, então perguntas não faltam! Quanto à hospedagem, fiquei em casa de família, com um quarto só meu, tendo a mesma vivência dos canadenses. Tanto que as melhores partes da experiência foram as amizades que criei e a família que me acolheu. Já a pior... Difícil de pensar em uma, talvez a dificuldade de me acostumar com a comida #risos. Mas havia variedade, consegui comer um pouquinho da culinária de cada país. E é claro que experimentei o Maple – uma espécie de xarope – e a infinidade de doces que fazem com ele! Antes de viajar, eu tinha medo em relação à família que iria ficar; se iria me adaptar ao país, mas nunca tive problemas em lidar com a saudade, porque sempre nos falávamos por Facetime e tínhamos um grupo para atualizar as novidades. Uma coisa legal foi que, logo no começo do intercâmbio, o Distrito Educacional de onde fiquei organizou algumas excursões para conhecermos os pontos mais famosos de lá, além de apresentar as viagens pagas, em que poderíamos esquiar, visitar outras cidades, etc. Além disso, durante o ano, os próprios professores organizavam palestras, visitas às faculdades e até patinação no gelo! Entre os passeios que mais gostei estão Whistler – cidade em que as Olimpíadas de inverno de 2010 aconteceram –, English Bay, Lynn Canyon, Stanley Park, Ponte Suspensa Capilano e Ilha Grainville. No dia a dia, como estava muito frio quando fui, íamos bastante ao shopping e em casa de amigas. Antes, eu pensava que eles não gostavam de fazer amizades e eram mais fechados, mas é mentira. Eles adoram conversar e puxar assunto! Por isso, o momento da despedida foi muito marcante. Naquele momento, percebi que tive uma experiência para a vida toda, com pessoas especiais. Também aprendi a ser mais independente e madura, a lidar com certos problemas e ir atrás do que quero. Sem dúvidas, esta viagem valeu muito a pena!”. 

Duas coisas mais legais...-  As pessoas! Elas estão dispostas a ajudá-la e são muito corretas, além de existir bastante respeito em relação à natureza. - Tudo funciona perfeitamente e me senti supersegura! 

... E uma coisa chata - Os estabelecimentos abrem tarde e fecham muito cedo. É outro ritmo do que estamos acostumadas no Brasil. 

Partiu, Canadá!

- O Maple, citado pela Isa, é um xarope vindo da árvore mais conhecida do lugar, cuja folha se tornou um dos símbolos do país – presente na própria bandeira! Ele é mais utilizado como cobertura de panquecas e waffles. Hmmm!

- Se não quiser pagar pelo ingresso para a ponte de Capilano, escolha a Lynn Canyon. Além de ser uma ponte suspensa no meio de um parque incrível, a entrada é gratuita. 

- A Colúmbia Britânica é considerada o lugar com temperaturas mais amenas no Canadá (a costa oeste). Ou seja, o verão não é tão quente e raramente neva durante o inverno, enquanto lugares como Toronto e Ottawa podem chegar a -20°C #OMG. 

- Apesar de o basquete ter sido inventado por um canadense – o professor de Educação Física James Naismith –, o esporte que se tornou paixão nacional #realoficial é o hóquei! 

- Além de Justin Bieber, o Canadá é o país de origem de celebs como Avril Lavigne, Shawn Mendes, Carly Rae Jepsen e Ryan Gosling. Com qual deles você gostaria de esbarrar por lá? 

Está difícil convencer seus pais que fazer intercâmbio pode ser uma boa para você? A gente te ajuda!

5 bons motivos para seus pais deixarem você fazer intercâmbio

Foto: Shutterstock

Você sonha em fazer intercâmbio, mas seus pais estão sempre com um pé atrás? Caaaalma, girl! Nós vamos te ajudar a convencê-los de que essa experiência pode ser incrível para você. O AFS Intercultura Brasil, organização internacional reuniu 5 bons motivos para convencer seus pais deixarem você embarcar na melhor experiência #EVER! 

Preço

Esse é o primeiro pensamento dos pais. Na verdade, o intercâmbio é um investimento para o futuro e a educação. Já imaginou quanto os pais gastam mensalmente com a mensalidade escolar, cursos, alimentação, roupas e outras coisas? “Ao colocarmos na ponta do lápis todos os gastos de se manter um filho por um ano acadêmico no exterior, o total não é muito diferente do que se gastaria no Brasil, e o intercambio traz vários benefícios adicionais, como bagagem cultural e experiência de vida, que levam o estudante a se destacar”, afirma a diretora nacional do AFS Intercultura Brasil, Andreza Martins.

É a melhor forma de se aprender um idioma

A imersão total em outra cultura é a principal maneira de aprender uma língua. Convencer os pais de que o contato regular com estrangeiros vai ajudar a praticar e ter mais confiança no idioma é fundamental. Afinal, não é novidade que vivemos num mundo globalizado e saber se comunicar em outra língua é um grande diferencial para o currículo.

Fará de você uma pessoa melhor

Todo pai e mãe querem que seus filhos sejam pessoas tolerantes e abertas ao aprendizado com outras pessoas. Fazer um intercâmbio vai permitir rever seus conceitos e questionar seus hábitos mais corriqueiros. A diretora afirma que, a partir dessa experiência, os estudantes passam a ter sensibilidade a outras culturas, habilidade de se sentir confortáveis em ambientes não familiares, ver o mundo sob ângulos diferentes, entender a razão de alguns atos, até então, pouco compreendidos. “É uma oportunidade que vai além do âmbito social, profissional e acadêmico, tem valor de autoconhecimento e reflexão”, avalia.

Ter independência e maturidade

É fundamental para os pais terem confiança nos filhos e saber que eles são maduros suficientes para viverem uma experiência como esta. Uma boa forma de demonstrar isso é ajudar nas tarefas do dia a dia, estudando sem que precisem cobrar e cumprindo com aquilo que foi dito ou precisa ser feito. É importante mostrar a eles que podem confiar na educação que sempre deram aos filhos.

Crescimento pessoal

O intercâmbio também é a melhor forma de aprender a se virar sozinho, já que os pais não estarão por perto. Mostre a seus pais que é possível desenvolver habilidade de comunicação e empatia, além de conseguir a capacidade de ter um pouco mais de independência em relação à resolução de problemas. 

Seu sonho é fazer intercâmbio na Califórnia? A Atrê separou dicas importantes para você!

6 dicas para quem quer fazer intercâmbio na Califórnia 

Foto: Shutterstock

#1 A Califórnia tem um clima agradável, com temperatura média de 23ºC, podendo alcançar 6 ºC no inverno, e 28ºC, no verão.

#2 Ontário fica a um pouco mais de 30 minutos de Los Angeles, a cidade mais badalada da Califórnia.

#3 É em Los Angeles que você vai encontrar a famosa calçada da Fama, o píer de Santa Monica, e poderá fazer um passeio por Beverly Hills, onde é possível encontrar alguma celebridade!

#4 Se você sonha em conhecer aqueles parques de golfe dos filmes, em Ontário você encontra o Scandia Park, que é superfofo e conta com minigolfe e mais um montão de atividades.

#5 Em Ontário também é possível conhecer parques lindos, como Parque de Anza, Kimball Park.

#6 Se quiser saber mais sobre a história californiana, uma opção é o Museum of History and Art de Ontário. Quem vai, garante que vale a pena!

Está com vontade de fazer intercâmbio? Então, fique por dentro desse evento virtual que promete te ajudar a planejar a experiência mais incrível da sua vida!

Feira virtual de intercâmbio oferece palestras sobre planejamento e destinos

Foto: Shutterstock

Você sonha em fazer intercâmbio para conhecer novas culturas, fazer amizades e, claro, aprender um novo idioma? Fique sabendo que isso exige muito planejamento, girl. Para te ajudar nessa missão, existem feiras de intercâmbio que oferecem workshops e palestras para você planejar a viagem dos sonhos de acordo com o seu objetivo. 

Aí vai uma dica: A EF Education First realiza a segunda edição da Feira Virtual de Intercâmbio EF dos dias 13 a 17 de março para ajudar os interessados de todo o Brasil. Durante o evento, jovens e adultos terão a oportunidade de participar de uma série de palestras sobre temas como: vistos necessários para estudar fora, dicas de como economizar dinheiro para fazer um intercâmbio e inclusive destinos pouco explorados por brasileiros.

O melhor de tudo é que o evento é gratuito e pode ser acompanhado de várias plataformas digitais, como tablet e celular! Vale lembrar que os assusntos serão abordados em diferentes dias e horários em palestras online. Para conferir a programação completa, clique aqui

Doce como chocolate!! A Suíça é famosa por seus chocolates deliciosos, mas a nossa leitora Natalie Aidar descobriu algo muito mais doce: fazer amigos de todos os cantos do mundo. Vem ler!!!

Texto Caroline Porne | Adaptação web: Marília Alencar 

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“Fiz intercâmbio para a Suíça em julho do ano passado e foi uma das melhores viagens que eu já fiz! Eu não estava esperando conhecer tanta gente de diferentes países… Tinha muitos russos, árabes, canadenses, alemães, italianos, mexicanos, franceses e até pessoas de nacionalidades de alguns países que eu nem sabia que existia. Eu estava morrendo de medo de conhecer minha colega de quarto, porque eu não sabia como ela era ou se ela ia gostar demim… Mas a Daria, uma russa, é uma das melhores pessoas que eu já conheci. No final, ela se tornou uma das minhas BFFs e eu falo com ela até hoje, mesmo estando em países diferentes. Antes das atividades começarem, era preciso escolher as aulas que gostaria de fazer durante a semana. Tinha aula de culinária, hipismo, vôlei, tênis, dança, fotografia, direitos humanos e muito mais.

Para o período da manhã, eu escolhi fazer Artes 3D, Francês, Fotografia e Direitos Humanos. Foi superlegal. Todas as segundas e quartas fazíamos uma coisa chamada Family Trip, que são excursões para conhecer melhor a Suíça ou se divertir em algum lugar de lá. Eu fui a parques aquáticos, museus, shoppings e outros lugares bem divertidos, pois tudo na Suíça é muito bonito! Eu sinto muita falta de lá… Sinto falta dos amigos que fiz, das comidas diferentes, das noites temáticas, das festas, dos passeios e das noites em que fazíamos festa do pijama. Era muito legal! Acho que quando você pensa em fazer intercâmbio em algum país, logo de cara você fica com medo e pensa que não vai fazer amigos…Mas é totalmente o contrário. No primeiro dia você já fi ca cheio de amigos e pensaem não ir embora nunca. Se pudesse, ficaria lá um ano inteiro! Achei muito importante essa experiência porque eu melhorei muito o meu nível no inglês e aprendi diversos conteúdos em minhas aulas ‘diferentes’. Eu me lembro de tudo o que aprendi. Conhecer coisas novas e assistir a aulas naquela escola foi muito prazeroso. Espero fazer intercâmbio novamente algum dia!”

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As coisas mais legais 

  • As festas temáticas toda semana.
  • Ficar acordada até as 2h com minhas amigas.
  • A alegria e a animação das pessoas. Muita gente pensa que os suíços são muito fechados, mas aqueles que conheci eram bem divertidos!

E uma coisa chata 

Me perdi dentro da escola nos primeiros dias, já que lá cada aula era em uma sala diferente. Ainda bem que havia inspetores para ajudar...

Revista Atrevida | Edição 234

Já está decidido e confirmado o destino do seu intercâmbio? Não? Se você está em dúvida, muita calma! É legal definir alguns detalhes, depois que fechar a viagem

É legal definir alguns detalhes, antes de fechar a viagem. Se liga em algumas dicas que a Atrê separou pra você planejar e se dar bem no mochilão

• O primeiro passo é definir pra onde você deseja ir e quanto tempo quer ficar.

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• Depois de decidir o lugar, é hora de planejar quanto de dinheiro você vai precisar. Inclua os custos de viagem, hospedagem, alimentação, transporte, e estipule um valor para ser gasto por dia.

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• Planeje por onde começar, quanto tempo vai ficar em cada lugar, calcule o tempo de transporte entre um local e outro. Pesquise o que quer conhecer em cada país.

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• Não se esqueça de pesquisar sobre as melhores épocas para viajar a esses locais. Isso vai ajudá-la também a definir o que levar na mala. Por exemplo, se o lugar para onde vai faz muito frio e é inverno, é bom apostar em roupas mais quentinhas.

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Curtiu? Depois conte pra Atrê como foi a sua experiência fora do Brasil, tá?

Para ajudá-la, a Atrê preparou um check-list superlegal. Caneta na mão e foco nessa mala, girl!

Mala (quase) pronta!! 

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Arrumar as coisas para a viagem não é tarefa das mais fáceis. São tantas coisas para lembrar que dá aquele medo de esquecer algo. São tantas coisas para lembrar que dá aquele medo de esquecer algo. Para ajudá-la, fizemos este check-list para você deixar a mala prontinha. Caneta na mão e foco nessa mala, girl!

  • Passaporte com visto americano
  • Cópia do passaporte autenticada 
  • Cartãode crédito 
  • Cadeado para as malas
  • Tênis confortável 
  • Roupas confortáveis
  • Contatos de emergência
  • Bolsa para levar para os passeios 
  • Adaptador universal para tomada
  • Remédios que está acostumada a tomar
  • Celular e carregador
  • Protetor solar
  • Capa de chuva
  • Boné ou chapéu
  • Biquíni
  • Chinelo
  • Dólar ou euro
  • Guia da Atrê! 

Tudo novo na neve! A Clara morou por seis meses na Suécia. Além de conhecer um país novo, ela aprendeu um idioma e também a esquiar! Vem ler a história dela

Texto Carolina Porne

Estocolmo, Suécia

Foto: Shutterstock

FICHA DE VIAGEM
A VIAJANTE: Clara D’ávila Di Ciero, 16 anos
ORIGEM: Fortaleza, CE
DESTINO: Estocolmo, Suécia
DURAÇÃO DA VIAGEM: seis meses

“Morei por seis meses em Estocolmo, na Suécia, mas acabei conhecendo um novo país antes mesmo de chegar ao meu destino final; precisei fazer uma conexão em Lisboa, onde passei 20 horas. Claro que aproveitei para conhecer o lugar. Horas mais tarde, fui recebida no aeroporto pelos integrantes da família que eu passaria a integrar. Minha irmãzinha de 5 anos fez questão de desenhar um cartaz com o meu nome para que eu os identificasse. Logo me senti acolhida! Na primeira semana, tudo era novidade. Já na noite da minha chegada circulamos por Estocolmo; o transporte público é eficiente, circula com regularidade e o preço é acessível. Também andei muito a pé e de bicicleta, uma maneira inacrê de conhecer a cidade. Na escola, o ensino médio divide-se em dois ramos: economia e ciências – onde fui colocada. Para os estrangeiros, há disponibilidade de aulas extras de sueco. No grupo das ciências, as turmas são divididas entre ‘natur’ (natureza), ‘djurkunskap’ (conhecimento de animais) e ‘adventure’ (aventura). Fiz parte da turma adventure. Recebi treinamento de primeiros socorros, salvamento e escalada. Geralmente, os suecos começam a trabalhar na adolescência. Eles aproveitam os feriados para ganhar e economizar dinheiro.

O povo sueco é reservado e muito educado. Um aperto de mão é como eles estabelecem o primeiro contato. E o abraço é dado em pessoas que já se conhecem. Dentro de casa, só se anda sem sapatos. Eles adoram se encontrar para a ‘fika’, que é tipo um lanche da tarde. Uma vantagem de estar em um lugar pequeno é fazer uma viagem de carro para conhecer tudo. Conheci Borgafjäll, uma cidade turística para esqui; depois de algumas lições, posso dizer que não sou mais uma iniciante. Em Linköping, pilotei um Gripen (caça adquirido pela Força Aérea Brasileira) em um simulador fantástico! Também tive a sorte de conhecer Umeå, onde moram os pais do meu host father (pai da família que me recebeu). Na viagem para Uppsala, o centro universitário mais importante da Suécia, conheci um pouco mais sobre os vikings e a história do país. Também aproveitei para acompanhar cerimônias envolvendo a realeza – a forma de governo é a monarquia  constitucional, ou seja, existe um rei. Resumindo: posso dizer que a Suécia foi uma ótima escolha! Os encantos se revelaram com o passar do tempo e tenho certeza que ficarão gravados eternamente em minha memória.”

As coisas mais legais

Fazer amigos da Suécia e do mundo inteiro. Aproveitar as particularidades de cada estação do ano. Morar, andar e viver em uma cidade turística. Viajar e conhecer muito além da Suécia (além de Portugal, também visitei a Finlândia).

... e uma coisa chata

A língua. Não saber falar sueco atrapalhou no começo, por mais que as pessoas falassem inglês.

Fora dos padrões! A Hanah, nossa leitora, escolheu um destino diferente para o seu intercâmbio: a Alemanha. E ela está amando! Saiba tudo sobre essa experiência!

Agradecimento STB Intercâmbios – www.stb.com.br | fotos Arquivo pessoal e Shutterstock / Colaborou Ethieni Giacomelli

Alemanha: intercâmbio para Berlim

Foto: Pinterest/Reprodução

“As pessoas vivem me perguntando por que eu escolhi Berlim para o meu intercâmbio. E sempre respondo: por que eu NÃO escolheria? Berlim foi palco de duas guerras mundiais e da Guerra Fria, é o local mais procurado pelas fashionistas, é o centro da arte de rua do século 21, o lugar onde mais de 1/3 da população é composta por estrangeiros e, claro, a capital do país em que meus filósofos favoritos nasceram. Para alguém que desde criança sempre foi apaixonada pela cultura alemã, fazer um intercâmbio em Berlim é como viver um conto de fadas! Quando compartilhei minha vontade com os meus pais, eles me apoiaram na hora! Fomos até a agência e fui superbem tratada.

Fiquei mais ou menos um ano planejando o intercâmbio. Moro com uma ‘Gastfamilie’ (que é o mesmo que host family, só que em alemão). A família é grande e atenciosa. Aquela história que contam sobre alemães serem frios é total mentira! Minha Gastmutter (‘mãe’) fez um bolo no meu aniversário e me deu um buquê de rosas. Dá para acreditar? Estudo em uma escola onde os professores são ótimos e as aulas, dinâmicas. Na minha sala há pessoas de todos os continentes e a escola em si só tem estrangeiros. É muito legal, porque além de ter contato com diversas culturas, fiz amizades que sei que vão durar a vida toda.

Outra coisa bem legal é que há excursões por Berlim e outras cidades três vezes por semana, e todas as terças-feiras temos um encontro da escola em um café ou bar para os estudantes fazerem amizade.
Morro de saudade dos meus pais, família e amigos também, mas procuro me distrair indo para a East Side Gallery (o maior pedaço do muro remanescente), andando pelas ruas de Prenzlauer Berg e Friedrichshain, visitando brechós, lugares que vendem kebab (um tipo de carne frita no pão) e, é claro, vendo o grafite nas ruas. O legal de Berlim é que aqui tudo é fora dos padrões, o normal é ser diferente! Tudo é imprevisível, e assim a cidade faz eu sentir uma liberdade gostosa e me sentir confortável para ser quem eu sou!"

Ficha de viagem
A viajante: Hanah
Souki Iglesias, 18 anos
Origem: Divinópolis, MG
Destino: Berlim,
Alemanha
Duração da viagem:
seis meses

As coisas mais legais...
-Os parques que ficam no meio da cidade e ainda assim são tranquilos;
-Os museus, memoriais e programas culturais;
-Balada é o que não falta aqui, especialmente se
for em um lugar diferente.

...E uma coisa chata
- Aos domingos todo o comércio fecha. Se precisar de algo que não seja um mercado de pulgas, é difícil encontrar. É necessário andar muito para achar (se você achar) algo que esteja aberto.

Alemanha #partiu

• Com cerca de 82 milhões de habitantes, a Alemanha é o país mais populoso da união europeia.

• Berlim é uma cidade com clima predominantemente frio, ficando entre -5 e 5 graus no inverno #frozen e entre 12 e 25 no verão.

• Os ônibus e trens não têm cobradores, o dinheiro é colocado em uma caixa que fica ao lado do motorista. Ela imprime o ticket e dá o troco. Muito mais prático, não?

• Os pedestres alemães nunca atravessam a rua se o sinal não estiver verde, mesmo que nenhum carro esteja vindo.

• Os alemães adoram carne de porco, que serve de base para diversos pratos típicos da sua culinária. Eles também consomem muita salsicha e batatas! Hmmm...

Revista Atrevida / Edição 249

 

Já pensou em fazer um ano do ensino médio viajando pelo mundo de navio?


Foto: Divulgação

A princípio, parece uma ideia bem fora do normal fazer um ano letivo em um navio, né? Mas saiba que essa possibilidade já existe há 87 anos, e finalmente chegou ao Brasil pela Canadá Intercâmbio! Ainda está achando tudo isso muito estranho? Calma que a gente explica!

Esse intercâmbio diferenciado consiste em reunir cerca de 60 estudantes, que estejam entre o segundo e o terceiro ano do ensino médio, para estudarem durante 10 meses em alto mar. O mais legal de tudo é que o veleiro passa por 20 países, como Espanha, Chile, Austrália, Cingapura, entre outros. E enquanto o barco está em movimento, os alunos estão em aula. Mas, quando ele para, é diversão na certa: os passeios pelos países estão liberados (tudo devidamente supervisionado, claro!). \o/


Foto: Divulgação

No navio, os alunos aprendem coisas que não são possíveis dentro de sala de aula, como, por exemplo, estudar o meio-ambiente no delta do Amazonas, aprender a velejar um navio, realizar estudos antropológicos na Ilha de Páscoa, mergulhar na Grande Barreira de Corais na Austrália, além de reunirem-se com as principais figuras políticas e de negócios na China, enquanto aprendem chinês. Ufa! E não podemos esquecer do mais importante: ao concluir o ano letivo, os estudantes recebem o diploma da Stanstead College, uma importante instituição de ensino canadense. Inacrê, né, gente? #euquero


Foto: Divulgação

O embarque acontece no dia 18 de agosto deste ano e, para participar, é necessário que os alunos tenham inglês intermediário a avançado.

Para mais informações, clique aqui!

A Jullia passou apenas um mês na Inglaterra, mas voltou com tanta história para contar... E mais: antes de chegar à terra da rainha, ela ainda deu uma passadinha em Paris. Achamos chique!

Foto: Reprodução/Tumblr

Foto: Reprodução/Tumblr

“Como resumir em palavras o melhor mês da minha vida? Missão difícil, mas vou tentar! Antes de completar 15 anos, eu queria fazer um intercâmbio, porém meus pais não concordavam. Passei um ano inteiro tentando convencê-los, fui a palestras, eventos, agências e... nada. Até que um dia li em um blog um texto sobre um Programa de Intercâmbio Teen da CI. Levei minha mãe a uma loja da operadora e ela adorou! A partir daquele instante eu tinha que correr: faltavam apenas dois meses para o tão esperado dia da viagem.

No dia do embarque, foi difícil, mas eu sabia que logo estaria de volta. Dentro do avião parecia que as horas não passavam. Assisti a filmes, joguei no celular, cochilei e nunca chegava. Até que cheguei a Paris, onde fiquei quatro dias. Fui ao Rio Sena, à Catedral de Notre Dame, ao Museu do Louvre, à incrível Champs-Élysées, ao Palácio de Versalhes, à Euro Disney e à Torre Eiffel.

A viagem pra Londres foi rápida. Quando cheguei, fui direto conhecer a minha host family e já tive um choque, pois o sotaque deles é muito estranho. Em casa tive outra surpresa: tinham mais três intercambistas, uma da Espanha, outra da Ucrânia e uma do Brasil. Fiquei superfeliz!

No dia seguinte, começaram as aulas. Eu estudava de manhã e à tarde praticava esportes na escola ou passeava pela cidade. Conheci todos os pontos turísticos: Palácio de Buckingham, St. James Park, Big Ben, Basílica de Westminster, Greenwich Park, Oxford Street, museu Madame Tussauds, entre tantos outros. Visitei cidades vizinhas também, como Oxford, uma cidade universitária, e Brighton, cidade praiana que tem um píer MA-RA-VI-LHO-SO.

Logo na primeira semana bateu saudade da família. Era só chegar em casa que eu já começava a chorar, ligava para a minha mãe e ficava conversando com ela durante horas. Mas logo passou, pois me lembrava do quanto lutei para chegar ali. E a partir da segunda semana, comecei a aproveitar cada momento como se fosse o último.

Aos fins de semana eu saía com a minha host family. Ia tomar café da manhã nos tradicionais pubs ingleses ou então ficava em casa comendo churrasco, conversando com a galera sobre várias coisas como futebol, cultura e música.

No meu último dia, minha mãe fez uma festinha e convidou algumas amigas para ir à nossa casa. Ficamos conversando a noite toda – aprendi a falar russo, espanhol e italiano! Conversamos e rimos durante horas. Até que chegou a hora de dizer adeus. Foi muito difícil, chorei demais! Confesso que deu vontade de ficar, mas sabia que minha família estava me esperando aqui no Brasil!”