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Quer fazer intercâmbio? Conversamos com especialistas, que deram dicas essenciais para você planejar a experiência mais incrível da sua vida

Dicas essenciais para quem quer fazer intercâmbio

Foto: Shutterstock

Você morre de vontade de fazer intercâmbio, mas não sabe como isso é possível? Vem cá, que a gente ajuda! Para começar a planejar a experiência mais incrível da sua vida, você vai precisar seguir algumas dicas essenciais, que fazem toda a diferença. Pode apostar: suas dúvidas vão acabar e vai ser muuuito mais fácil convencer os seus pais a embarcarem nessa ideia.

Tipos de intercâmbio

Existem várias opções: cursos de idioma, profissionalizantes, High School, Intercâmbio Teen, Trabalho e Estudo, Au pair (Quando você trabalha na casa da família que está residindo), Trabalho Voluntário e universidades.

Quais são os destinos mais procurados? 

Segundo Marcelo Melo, especialista em carreira e educação da IE, Canadá e Austrália são os mais procurados devido a moeda mais em conta, além da estrutura que os dois países oferecem para os estudantes. A Austrália também é muito procurada pelo fato da permissão de trabalho.

Quais são os destinos mais baratos?

A CI Fabiana Fernandes, revelou que os destinos mais baratos hoje são Canadá, África do Sul, Argentina e Malta. A razão principal é o valor da taxa de câmbio.

Quais são os melhores destinos para aprender outro idioma?

Todos os destinos são ótimos para se aprender um idioma, mas escolher um destino que se encaixe melhor com o seu perfil ajuda na hora da aprendizagem. Então o ideal é escolher o idioma que quer estudar junto com um destino alinhado com o seu perfil. Entre os mais procurados, Canadá e Inglaterra são os preferidos do público que deseja estudar a língua inglesa, pois tem ótimo custo benefício, além de serem muito tradicionais. Espanha e Chile são os mais procurados para se estudar espanhol.

Doce como chocolate!! A Suíça é famosa por seus chocolates deliciosos, mas a nossa leitora Natalie Aidar descobriu algo muito mais doce: fazer amigos de todos os cantos do mundo. Vem ler!!!

Texto Caroline Porne | Adaptação web: Marília Alencar 

Gif | Tumblr | Reprodução

“Fiz intercâmbio para a Suíça em julho do ano passado e foi uma das melhores viagens que eu já fiz! Eu não estava esperando conhecer tanta gente de diferentes países… Tinha muitos russos, árabes, canadenses, alemães, italianos, mexicanos, franceses e até pessoas de nacionalidades de alguns países que eu nem sabia que existia. Eu estava morrendo de medo de conhecer minha colega de quarto, porque eu não sabia como ela era ou se ela ia gostar demim… Mas a Daria, uma russa, é uma das melhores pessoas que eu já conheci. No final, ela se tornou uma das minhas BFFs e eu falo com ela até hoje, mesmo estando em países diferentes. Antes das atividades começarem, era preciso escolher as aulas que gostaria de fazer durante a semana. Tinha aula de culinária, hipismo, vôlei, tênis, dança, fotografia, direitos humanos e muito mais.

Para o período da manhã, eu escolhi fazer Artes 3D, Francês, Fotografia e Direitos Humanos. Foi superlegal. Todas as segundas e quartas fazíamos uma coisa chamada Family Trip, que são excursões para conhecer melhor a Suíça ou se divertir em algum lugar de lá. Eu fui a parques aquáticos, museus, shoppings e outros lugares bem divertidos, pois tudo na Suíça é muito bonito! Eu sinto muita falta de lá… Sinto falta dos amigos que fiz, das comidas diferentes, das noites temáticas, das festas, dos passeios e das noites em que fazíamos festa do pijama. Era muito legal! Acho que quando você pensa em fazer intercâmbio em algum país, logo de cara você fica com medo e pensa que não vai fazer amigos…Mas é totalmente o contrário. No primeiro dia você já fi ca cheio de amigos e pensaem não ir embora nunca. Se pudesse, ficaria lá um ano inteiro! Achei muito importante essa experiência porque eu melhorei muito o meu nível no inglês e aprendi diversos conteúdos em minhas aulas ‘diferentes’. Eu me lembro de tudo o que aprendi. Conhecer coisas novas e assistir a aulas naquela escola foi muito prazeroso. Espero fazer intercâmbio novamente algum dia!”

Gif | Tumblr | Reprodução 

As coisas mais legais 

  • As festas temáticas toda semana.
  • Ficar acordada até as 2h com minhas amigas.
  • A alegria e a animação das pessoas. Muita gente pensa que os suíços são muito fechados, mas aqueles que conheci eram bem divertidos!

E uma coisa chata 

Me perdi dentro da escola nos primeiros dias, já que lá cada aula era em uma sala diferente. Ainda bem que havia inspetores para ajudar...

Revista Atrevida | Edição 234

Já está decidido e confirmado o destino do seu intercâmbio? Não? Se você está em dúvida, muita calma! É legal definir alguns detalhes, depois que fechar a viagem

É legal definir alguns detalhes, antes de fechar a viagem. Se liga em algumas dicas que a Atrê separou pra você planejar e se dar bem no mochilão

• O primeiro passo é definir pra onde você deseja ir e quanto tempo quer ficar.

Gif | Tumblr | Reprodução 

• Depois de decidir o lugar, é hora de planejar quanto de dinheiro você vai precisar. Inclua os custos de viagem, hospedagem, alimentação, transporte, e estipule um valor para ser gasto por dia.

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• Planeje por onde começar, quanto tempo vai ficar em cada lugar, calcule o tempo de transporte entre um local e outro. Pesquise o que quer conhecer em cada país.

Gif | Tumblr | Reprodução 

• Não se esqueça de pesquisar sobre as melhores épocas para viajar a esses locais. Isso vai ajudá-la também a definir o que levar na mala. Por exemplo, se o lugar para onde vai faz muito frio e é inverno, é bom apostar em roupas mais quentinhas.

Gif | Tumblr | Reprodução

Curtiu? Depois conte pra Atrê como foi a sua experiência fora do Brasil, tá?

Para ajudá-la, a Atrê preparou um check-list superlegal. Caneta na mão e foco nessa mala, girl!

Mala (quase) pronta!! 

Gif | Tumblr | Reprodução 

Arrumar as coisas para a viagem não é tarefa das mais fáceis. São tantas coisas para lembrar que dá aquele medo de esquecer algo. São tantas coisas para lembrar que dá aquele medo de esquecer algo. Para ajudá-la, fizemos este check-list para você deixar a mala prontinha. Caneta na mão e foco nessa mala, girl!

  • Passaporte com visto americano
  • Cópia do passaporte autenticada 
  • Cartãode crédito 
  • Cadeado para as malas
  • Tênis confortável 
  • Roupas confortáveis
  • Contatos de emergência
  • Bolsa para levar para os passeios 
  • Adaptador universal para tomada
  • Remédios que está acostumada a tomar
  • Celular e carregador
  • Protetor solar
  • Capa de chuva
  • Boné ou chapéu
  • Biquíni
  • Chinelo
  • Dólar ou euro
  • Guia da Atrê! 

Tudo novo na neve! A Clara morou por seis meses na Suécia. Além de conhecer um país novo, ela aprendeu um idioma e também a esquiar! Vem ler a história dela

Texto Carolina Porne

Estocolmo, Suécia

Foto: Shutterstock

FICHA DE VIAGEM
A VIAJANTE: Clara D’ávila Di Ciero, 16 anos
ORIGEM: Fortaleza, CE
DESTINO: Estocolmo, Suécia
DURAÇÃO DA VIAGEM: seis meses

“Morei por seis meses em Estocolmo, na Suécia, mas acabei conhecendo um novo país antes mesmo de chegar ao meu destino final; precisei fazer uma conexão em Lisboa, onde passei 20 horas. Claro que aproveitei para conhecer o lugar. Horas mais tarde, fui recebida no aeroporto pelos integrantes da família que eu passaria a integrar. Minha irmãzinha de 5 anos fez questão de desenhar um cartaz com o meu nome para que eu os identificasse. Logo me senti acolhida! Na primeira semana, tudo era novidade. Já na noite da minha chegada circulamos por Estocolmo; o transporte público é eficiente, circula com regularidade e o preço é acessível. Também andei muito a pé e de bicicleta, uma maneira inacrê de conhecer a cidade. Na escola, o ensino médio divide-se em dois ramos: economia e ciências – onde fui colocada. Para os estrangeiros, há disponibilidade de aulas extras de sueco. No grupo das ciências, as turmas são divididas entre ‘natur’ (natureza), ‘djurkunskap’ (conhecimento de animais) e ‘adventure’ (aventura). Fiz parte da turma adventure. Recebi treinamento de primeiros socorros, salvamento e escalada. Geralmente, os suecos começam a trabalhar na adolescência. Eles aproveitam os feriados para ganhar e economizar dinheiro.

O povo sueco é reservado e muito educado. Um aperto de mão é como eles estabelecem o primeiro contato. E o abraço é dado em pessoas que já se conhecem. Dentro de casa, só se anda sem sapatos. Eles adoram se encontrar para a ‘fika’, que é tipo um lanche da tarde. Uma vantagem de estar em um lugar pequeno é fazer uma viagem de carro para conhecer tudo. Conheci Borgafjäll, uma cidade turística para esqui; depois de algumas lições, posso dizer que não sou mais uma iniciante. Em Linköping, pilotei um Gripen (caça adquirido pela Força Aérea Brasileira) em um simulador fantástico! Também tive a sorte de conhecer Umeå, onde moram os pais do meu host father (pai da família que me recebeu). Na viagem para Uppsala, o centro universitário mais importante da Suécia, conheci um pouco mais sobre os vikings e a história do país. Também aproveitei para acompanhar cerimônias envolvendo a realeza – a forma de governo é a monarquia  constitucional, ou seja, existe um rei. Resumindo: posso dizer que a Suécia foi uma ótima escolha! Os encantos se revelaram com o passar do tempo e tenho certeza que ficarão gravados eternamente em minha memória.”

As coisas mais legais

Fazer amigos da Suécia e do mundo inteiro. Aproveitar as particularidades de cada estação do ano. Morar, andar e viver em uma cidade turística. Viajar e conhecer muito além da Suécia (além de Portugal, também visitei a Finlândia).

... e uma coisa chata

A língua. Não saber falar sueco atrapalhou no começo, por mais que as pessoas falassem inglês.

Fora dos padrões! A Hanah, nossa leitora, escolheu um destino diferente para o seu intercâmbio: a Alemanha. E ela está amando! Saiba tudo sobre essa experiência!

Agradecimento STB Intercâmbios – www.stb.com.br | fotos Arquivo pessoal e Shutterstock / Colaborou Ethieni Giacomelli

Alemanha: intercâmbio para Berlim

Foto: Pinterest/Reprodução

“As pessoas vivem me perguntando por que eu escolhi Berlim para o meu intercâmbio. E sempre respondo: por que eu NÃO escolheria? Berlim foi palco de duas guerras mundiais e da Guerra Fria, é o local mais procurado pelas fashionistas, é o centro da arte de rua do século 21, o lugar onde mais de 1/3 da população é composta por estrangeiros e, claro, a capital do país em que meus filósofos favoritos nasceram. Para alguém que desde criança sempre foi apaixonada pela cultura alemã, fazer um intercâmbio em Berlim é como viver um conto de fadas! Quando compartilhei minha vontade com os meus pais, eles me apoiaram na hora! Fomos até a agência e fui superbem tratada.

Fiquei mais ou menos um ano planejando o intercâmbio. Moro com uma ‘Gastfamilie’ (que é o mesmo que host family, só que em alemão). A família é grande e atenciosa. Aquela história que contam sobre alemães serem frios é total mentira! Minha Gastmutter (‘mãe’) fez um bolo no meu aniversário e me deu um buquê de rosas. Dá para acreditar? Estudo em uma escola onde os professores são ótimos e as aulas, dinâmicas. Na minha sala há pessoas de todos os continentes e a escola em si só tem estrangeiros. É muito legal, porque além de ter contato com diversas culturas, fiz amizades que sei que vão durar a vida toda.

Outra coisa bem legal é que há excursões por Berlim e outras cidades três vezes por semana, e todas as terças-feiras temos um encontro da escola em um café ou bar para os estudantes fazerem amizade.
Morro de saudade dos meus pais, família e amigos também, mas procuro me distrair indo para a East Side Gallery (o maior pedaço do muro remanescente), andando pelas ruas de Prenzlauer Berg e Friedrichshain, visitando brechós, lugares que vendem kebab (um tipo de carne frita no pão) e, é claro, vendo o grafite nas ruas. O legal de Berlim é que aqui tudo é fora dos padrões, o normal é ser diferente! Tudo é imprevisível, e assim a cidade faz eu sentir uma liberdade gostosa e me sentir confortável para ser quem eu sou!"

Ficha de viagem
A viajante: Hanah
Souki Iglesias, 18 anos
Origem: Divinópolis, MG
Destino: Berlim,
Alemanha
Duração da viagem:
seis meses

As coisas mais legais...
-Os parques que ficam no meio da cidade e ainda assim são tranquilos;
-Os museus, memoriais e programas culturais;
-Balada é o que não falta aqui, especialmente se
for em um lugar diferente.

...E uma coisa chata
- Aos domingos todo o comércio fecha. Se precisar de algo que não seja um mercado de pulgas, é difícil encontrar. É necessário andar muito para achar (se você achar) algo que esteja aberto.

Alemanha #partiu

• Com cerca de 82 milhões de habitantes, a Alemanha é o país mais populoso da união europeia.

• Berlim é uma cidade com clima predominantemente frio, ficando entre -5 e 5 graus no inverno #frozen e entre 12 e 25 no verão.

• Os ônibus e trens não têm cobradores, o dinheiro é colocado em uma caixa que fica ao lado do motorista. Ela imprime o ticket e dá o troco. Muito mais prático, não?

• Os pedestres alemães nunca atravessam a rua se o sinal não estiver verde, mesmo que nenhum carro esteja vindo.

• Os alemães adoram carne de porco, que serve de base para diversos pratos típicos da sua culinária. Eles também consomem muita salsicha e batatas! Hmmm...

Revista Atrevida / Edição 249

 

Já pensou em fazer um ano do ensino médio viajando pelo mundo de navio?


Foto: Divulgação

A princípio, parece uma ideia bem fora do normal fazer um ano letivo em um navio, né? Mas saiba que essa possibilidade já existe há 87 anos, e finalmente chegou ao Brasil pela Canadá Intercâmbio! Ainda está achando tudo isso muito estranho? Calma que a gente explica!

Esse intercâmbio diferenciado consiste em reunir cerca de 60 estudantes, que estejam entre o segundo e o terceiro ano do ensino médio, para estudarem durante 10 meses em alto mar. O mais legal de tudo é que o veleiro passa por 20 países, como Espanha, Chile, Austrália, Cingapura, entre outros. E enquanto o barco está em movimento, os alunos estão em aula. Mas, quando ele para, é diversão na certa: os passeios pelos países estão liberados (tudo devidamente supervisionado, claro!). \o/


Foto: Divulgação

No navio, os alunos aprendem coisas que não são possíveis dentro de sala de aula, como, por exemplo, estudar o meio-ambiente no delta do Amazonas, aprender a velejar um navio, realizar estudos antropológicos na Ilha de Páscoa, mergulhar na Grande Barreira de Corais na Austrália, além de reunirem-se com as principais figuras políticas e de negócios na China, enquanto aprendem chinês. Ufa! E não podemos esquecer do mais importante: ao concluir o ano letivo, os estudantes recebem o diploma da Stanstead College, uma importante instituição de ensino canadense. Inacrê, né, gente? #euquero


Foto: Divulgação

O embarque acontece no dia 18 de agosto deste ano e, para participar, é necessário que os alunos tenham inglês intermediário a avançado.

Para mais informações, clique aqui!

A Jullia passou apenas um mês na Inglaterra, mas voltou com tanta história para contar... E mais: antes de chegar à terra da rainha, ela ainda deu uma passadinha em Paris. Achamos chique!

Foto: Reprodução/Tumblr

Foto: Reprodução/Tumblr

“Como resumir em palavras o melhor mês da minha vida? Missão difícil, mas vou tentar! Antes de completar 15 anos, eu queria fazer um intercâmbio, porém meus pais não concordavam. Passei um ano inteiro tentando convencê-los, fui a palestras, eventos, agências e... nada. Até que um dia li em um blog um texto sobre um Programa de Intercâmbio Teen da CI. Levei minha mãe a uma loja da operadora e ela adorou! A partir daquele instante eu tinha que correr: faltavam apenas dois meses para o tão esperado dia da viagem.

No dia do embarque, foi difícil, mas eu sabia que logo estaria de volta. Dentro do avião parecia que as horas não passavam. Assisti a filmes, joguei no celular, cochilei e nunca chegava. Até que cheguei a Paris, onde fiquei quatro dias. Fui ao Rio Sena, à Catedral de Notre Dame, ao Museu do Louvre, à incrível Champs-Élysées, ao Palácio de Versalhes, à Euro Disney e à Torre Eiffel.

A viagem pra Londres foi rápida. Quando cheguei, fui direto conhecer a minha host family e já tive um choque, pois o sotaque deles é muito estranho. Em casa tive outra surpresa: tinham mais três intercambistas, uma da Espanha, outra da Ucrânia e uma do Brasil. Fiquei superfeliz!

No dia seguinte, começaram as aulas. Eu estudava de manhã e à tarde praticava esportes na escola ou passeava pela cidade. Conheci todos os pontos turísticos: Palácio de Buckingham, St. James Park, Big Ben, Basílica de Westminster, Greenwich Park, Oxford Street, museu Madame Tussauds, entre tantos outros. Visitei cidades vizinhas também, como Oxford, uma cidade universitária, e Brighton, cidade praiana que tem um píer MA-RA-VI-LHO-SO.

Logo na primeira semana bateu saudade da família. Era só chegar em casa que eu já começava a chorar, ligava para a minha mãe e ficava conversando com ela durante horas. Mas logo passou, pois me lembrava do quanto lutei para chegar ali. E a partir da segunda semana, comecei a aproveitar cada momento como se fosse o último.

Aos fins de semana eu saía com a minha host family. Ia tomar café da manhã nos tradicionais pubs ingleses ou então ficava em casa comendo churrasco, conversando com a galera sobre várias coisas como futebol, cultura e música.

No meu último dia, minha mãe fez uma festinha e convidou algumas amigas para ir à nossa casa. Ficamos conversando a noite toda – aprendi a falar russo, espanhol e italiano! Conversamos e rimos durante horas. Até que chegou a hora de dizer adeus. Foi muito difícil, chorei demais! Confesso que deu vontade de ficar, mas sabia que minha família estava me esperando aqui no Brasil!”

Yohana tem 18 anos e está estudando medicina! E o mais legal é que ela faz faculdade na Argentina. Aqui na Atrê ela conta todas as belezas de Buenos Aires

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

No começo de 2012 decidi que estudaria em Buenos Aires e estava preparando tudo pra viajar em agosto. Comecei a pesquisar sobre estadia, custo de vida, faculdade, agências que poderiam fazer o trâmite, transporte, segurança... Enfim, tudo!

A princípio, minha mãe não curtiu muito a ideia, mas hoje em dia ela adora, apesar de ainda não ter vindo conhecer. Quando cheguei, tudo era novidade: não conhecia a cidade, não sabia falar direito espanhol e também não estava adaptada ao frio, já que no Brasil morava em uma cidade superquente. Fui conhecendo as coisas aos poucos e hoje já estou bem acostumada aos portenhos, por mais diferentes que sejam.

Foto: Arquivo Pessoal

Descriçã o da imagem vem aqui!!!!

A Universidade de Buenos Aires, onde estudo medicina, é excelente. Reconhecida internacionalmente, tem convênio com várias universidades ao redor do mundo, inclusive do Brasil. Por esse e outros motivos, pretendo concluir o curso aqui e fazer uma especialização em outro lugar. Quero estudar e fazer várias especializações e cursos antes de exercer a profissão, além do mais, sou apaixonada por idiomas e quero aprender mais dois! Buenos Aires respira arte e cultura, e isso é apaixonante! A Noite dos Museus, que é geralmente no fim do ano (neste ano foi em novembro), é muito legal: todos os museus ficam abertos por toda a madrugada e não cobram entrada. É um baita incentivo a conhecê-los!

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

De vez em quando, bate uma saudadezinha de casa... Sinto falta dos almoços em família aos domingos na fazenda do meu avô, no interior do Maranhão, mas aí lembro que aqui também sou feliz, estou crescendo. Como todos os intercambistas estão longe da família, acabamos criando laços fortes. Fiz amigos que quero levar por muito tempo. De fato, criei uma nova família aqui!

As coisas mais legais

- Buenos Aires é rica em teatros, museus e bibliotecas. Adoro!

- Viver em uma cidade que ao mesmo tempo é superagitada e tranquila. Há bairros cosmopolitas, como o centro, e a região de San Telmo, mais tranquila e com floriculturas em cada esquina #fofura

- Poder ir de bicicleta, ou “bici” como dizem aqui, a qualquer lugar da cidade.

- O costume portenho de tomar um delicioso café da tarde. Hummm...

... e uma coisa chata:

- Furtaram meus óculos na mochila quando estava no ônibus, indo para a faculdade. Os roubos não são comuns, mas mesmo assim, “ojo com eso”!

Não é fácil ver neve no Brasil, então quando a Ju chegou ao Canadá e deu de cara com uma nevasca, em vez de se desesperar, ela comemorou. Vem saber mais sobre a sua viagem!

Foto: Arquivo Pessoal

A viajante: Juliana Almeida, 17 anos
Origem:
São Paulo, SP
Destino:
Belleville, Canadá
Duração da viagem:
cinco meses

“Já estava querendo fazer um intercâmbio há tempos. Como uma amiga havia acabado de voltar do Canadá e falou superbem de lá, pensei em ir também. Procurei a agência de intercâmbio cinco meses antes, escolhi a cidade e a escola onde ia estudar, preenchi todos os documentos e formulários e, quando me dei conta, já estava comprando roupas para encarar o frio canadense e arrumando as minhas malas!

Quando cheguei lá estava nevando muito! Confesso que me emocionei tanto que comecei a chorar, nunca tinha visto neve. E pela nevasca, fiquei esperando quase meia hora até virem me buscar. Acabei indo para a escola onde minha host mother trabalha, já que não tinha ninguém em casa e ninguém conseguia sair para ir ao aeroporto também. Eu já havia conhecido minha host family antes de viajar, por Skype, e isso foi bem legal, pois eu sabia como eram as pessoas que iriam me receber.

A escola onde estudei era simplesmente linda! Com aqueles corredores de armários, como nos filmes que a gente vê na TV, sabe? No começo fiquei meio perdida: chegava atrasada em todas as aulas porque as salas mudavam de acordo com as matérias. Para ter o curso aceito pelo Ministério da Educação brasileiro, precisava escolher, no mínimo, quatro matérias: inglês, matemática, história e alguma ciência (escolhi biologia). Éramos em muitos intercambistas na escola, então a aula de inglês era específica para nós.

Foto: Arquivo Pessoal

Enquanto estive lá, peguei dias muito frios. Logo no início, mesmo se eu saísse com o meu casaco mais quente e usasse botas, sentia como se estivesse congelando! Precisei comprar roupas novas e fiquei três dias sem aula porque o ônibus da escola não conseguia chegar em casa devido à nevasca.

Uma vez por mês eu fazia uma viagem com vários intercambistas para outras cidades do Canadá. Conheci gente da Rússia, da Espanha, da Turquia... Aprendi um pouquinho de vários idiomas! Além das viagens, quando tinha um tempo livre gostava de ir ao shopping com o pessoal que conheci na escola, para ver um filme no cinema ou tomar um chocolate bem quentinho... Era uma delícia!”

Já para o Canadá!

Gostou da história da Ju? Então fique ligada no que você precisa saber para curtir essa mesma viagem:

- O Canadá é a terceira nação mais procurada por intercambistas do Brasil. É possível viajar para estudar, trabalhar ou as duas coisas juntas.
- Ir para o Canadá é uma chance para praticar esportes radicais na neve, como esqui e snowboard. Se joga, menina!
- É possível praticar dois idiomas em um mesmo país. Montreal foi colonizada tanto por ingleses quanto por franceses, então é uma chance de aprender a falar as duas línguas.
- Não pense que ir para o Canadá significa passar frio o tempo todo. Durante o verão, Toronto tem vários dias de sol e céu azulzinho!

Agradecimento: Bil Intercâmbios e Turismo – www.bil.com.br.

Ainda está com dúvidas sobre o que levar na mala do seu intercâmbio? A Atrê te ajuda a decidir

Foto: Reprodução/Tumblr

Foto: Reprodução/Tumblr

Uma das partes mais difíceis na hora de ir fazer um intercâmbio pode ser a hora de arrumar a sua mala, né? Rola aquela indecisão sobre o que levar na mala e o que pode ir na bolsa de mão, principalmente se você vai ficar muito tempo viajando. 

Primeiro de tudo, é importante se informar sobre o clima do lugar que está indo. Se for para um país onde o inverno é rigoroso demais, opte por levar dinheiro e comprar roupas térmicas quando estiver por lá. Outra opção é procurar aqui no Brasil mesmo as lojas que vendem esse tipo de roupa e já ir prevenida. 

Antes de fechar a sua mala, que tal fazer uma listinha e conferir se realmente tudo o que você precisa está lá? Listamos alguns itens que não podem ficar de fora:

- Roupas confortáveis
- Sapatos, tênis, sapatilhas ou botas se o local for muito frio
- Roupas íntimas e de dormir
- Roupas de banho
- Calças, saias compridas, vestidos...
- Camisetas de manga curta e longa
- Acessórios, bijus, relógios...
- Itens para combater o frio, como luvas, cachecol e touca
- Roupas mais formais - vai que rola algum baile de debutante!
- Kit manicure
- Remédios para dor de cabeça, enjôo, dores musculares...
- Kit de beleza com shampoo, cremes hidrantantes, perfumes, desodorante, sabonete...
- Se for ficar em casa de família, uma lembrancinha para os seus futuros familiares

Ah, outra dica importante é se certificar que sua mala está identificada com o seu nome completo e local e endereço de onde você vai ficar no país de destino. Você pode colocar alguma coisa que diferencia sua bagagem das outras, como um adesivo ou algum item colorido. 

Feito isso, é só fechar mala e #partiumelhorviagemever. <3

A Atrê te ajuda a planejar o seu sonho

Foto: Reprodução/Tumblr

Foto: Reprodução/Tumblr

Já pensou em estudar em um daqueles colégios incríveis que aparecem em séries como Pretty Little Liars e Gossip Girl? É possível, girl! Com um planejamento bem feito, você pode ir fazer o high school no exterior e voltar para o Brasil com uma bagagem cultural gigante. Que demais, né? Dá só uma olhada nas nossas dicas e se jogue!

Aonde? 
São muitos os países que recebem estudantes de high school. Os mais baratos costumam ser os Estados Unidos ou Canadá, mas outros lugares como Inglaterra, África do Sul ou França também recebem alunos de diversas partes do mundo. Você pode optar por morar em uma casa de família ou em uma residência estudantil. O bom de viver com uma família local é que você vai aprender muuuita coisa sobre a cultura do país, além de poder praticar bem mais a língua, né? 

Quanto tempo?  
Dependendo do quanto você estiver disposta a gastar, é possível fazer os três anos de high school no exterior. O ideal é que o estudante fique, no mínimo, um semestre letivo estudando em uma escola gringa. 

Quanto?  
Um semestre de high school no Canadá, por exemplo, pode custar um pouco menos de R$ 30 mil, fora as taxas escolares e de atendimento. Nos Estados Unidos, o valor depende se for uma escola pública ou particular, podendo custar até US$ 14 mil por um semestre letivo. 

Como economizar?  
Casas de família costumam ser a opção mais barata pra quem vai fazer o high school no exterior. O ideal é fazer todas as suas refeições com os familiares. Além de poder trocar experiência com eles, você evita gastar almoçando ou jantando em um restaurante fora, por exemplo. Outra coisa muito importante: economize nas compras! Não se esqueça de que o seu investimento está sendo para ser revertido nos estudos, ou seja, evite se jogar no shopping e trazer o país inteiro nas costas, combinado?