Você sempre reclama do corpo e daquela gordurinha ali e aqui? Saiba como é importante ter autoestima e o quanto ela faz bem para você!

Reportagem: Rita Trevisan e Mariana Buccieri

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Você está satisfeita com o seu corpo?

Foto: SXC

Tudo bem implicar com alguma característica sua, ou não se achar a garota mais bonita da turma. Mas, se a sua insegurança com a aparência está atrapalhando a vida e lhe traz muito sofrimento, é hora de mudar um pouco a maneira como você se olha, e dar a volta por cima, como fizeram as garotas entrevistadas nesta matéria.

Infelizmente, a maioria das garotas ainda tem uma pontinha de insegurança em relação ao corpo. Acham que, se mudassem uma coisinha aqui, outra ali, poderiam viver muito melhor e mais felizes. 

Teste: Você tem uma autoestima bacana?

A leitora Laryssa Zinni Abreu, de 16 anos, também pensava assim. Com 1,70m e 51kg, ela era mega encanada com o fato de ser magérrima. “Desde criança eu sou assim. Só que, na adolescência, as amigas (que antes eram magras também) começaram a se desenvolver. E eu fiquei na mesma! Comecei a ganhar apelidos, e vivia infeliz porque era diferente das outras garotas da minha turma”, lembra.

A insatisfação com o corpo era tanta que ela chegou a dispensar baladas e meninos por causa disso. “Quando o pessoal ia para a praia ou resolvia fazer churrasco num sítio, eu inventava que não podia ir.  Ou, quando ia, dizia que tinha esquecido o biquíni. Com os meninos, a mesma coisa. Se um garoto se interessava por mim, eu logo dava um jeito de sair fora. Achava que era gozação, pois eu realmente não me achava nada bonita”, conta.

Hoje Laryssa superou esse complexo, apesar de continuar não conseguindo engordar – por mais que se esforce pra isso. A transformação rolou mesmo do lado de dentro. E começou com uma vontade sincera de dar uma virada, já que, se continuasse daquele jeito, acabaria se isolando. “Eu percebi que precisava mostrar quem eu era, independentemente da aparência. Então, comecei a aceitar os convites das amigas para sair, e tentei parar de me preocupar com o que os outros estariam pensando. Foi aí que consegui me divertir de verdade. E fui me soltando. Quando vi, estava conseguindo ser autêntica, e era admirada por isso”, diz. 

Portanto, o primeiro passo dela foi se esforçar para deixar de lado aquela mania de achar que todo mundo a estivesse julgando, o tempo todo. O que, segundo os especialistas, é uma tática que funciona.

Gostar mais de si mesma é um processo, e cada garota vai descobrir a sua maneira de fazer isso. De qualquer forma, sabemos que, quanto menos a adolescente se deixar influenciar pelos padrões de beleza ideais, melhor. Se ela puder, ao contrário, conhecer bem o corpo que tem, e apostar justamente naquilo que é único e singular em sua aparência, tudo ficará mais fácil”, explica o psicanalista Ernesto Duvidovich.

Então, em vez de querer se parecer com aquela modelo ou atriz – ou mesmo com a menina mais bonita da classe –, que tal olhar bem pra si mesma e descobrir o que você tem de bom? Aliás, essa história de se colocar lá embaixo, quando se compara a outras meninas, não está com nada! “A tendência é olharmos sempre para aquelas garotas lindas, populares entre as amigas e os garotos, e achar que nunca poderemos ser iguais a elas.

Mas, se prestarmos atenção, na fila de um cinema, ou mesmo no colégio, vamos ver que há muitas outras meninas que fogem um pouco do padrão de beleza, e que também se relacionam com facilidade e são felizes. Elas podem não estar 100% satisfeitas com a aparência, mas a verdade é que não dão tanta bola pra isso, sabem se valorizar e são valorizadas”, ensina a psicóloga Márcia Ferreira.