Você sempre reclama do corpo e daquela gordurinha ali e aqui? Saiba como é importante ter autoestima e o quanto ela faz bem para você!

 

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Um dos segredos da autoestima é confiar em si mesma!

Foto: SXC

Se pensar bem, vai ver que a psicóloga Márcia está coberta de razão. Você mesma deve ter, na sua turma, uma amiga que não tem cara nem corpo de modelo, é que é superquerida por todo mundo. E isso acontece porque, provavelmente, ela consegue se olhar no espelho e se ver por inteiro. Não entendeu nada? Pois é, a garota que anda com a autoestima pra lá de baqueada normalmente vê, na imagem refletida, só o nariz que ela odeia, ou a perna grossa demais, ou o peito menor que o das amigas, ou aquela pinta bem no meio da testa... E se esquece de olhar todo o resto – que, com certeza, tem sua beleza.

“Eu aprendi, com o tempo, que as pessoas tinham que gostar de mim pelo que eu era, e não só por causa da minha altura, que era o que me incomodava”, conta a leitora Monique A. Sorrini Sobrinho, de 16 anos. Com 1,55 m, ela sempre foi a menorzinha da turma, desde o pré. “Hoje eu me sinto bonita do jeito que eu sou, e isso me faz ter uma postura confiante. Os outros perceberam a mudança e agora me tratam com mais respeito. Uma coisa eu digo: se você não for a primeira a se amar, ninguém vai fazer isso por você”, ensina Monique. Ela sofreu durante muito tempo com as gozações da galera. “Já tive tantos apelidos que perdi a conta. Mas, a partir do momento que passei a não ligar mais, o pessoal começou a pegar leve. Agora, eu realmente não fico magoada com esse tipo de coisa: entra por um ouvido e sai pelo outro”, diz.

Segundo a psicóloga Márcia Ferreira, o segredo para desarmar os engraçadinhos de plantão é esse mesmo: não dar bola. “Os colegas só continuam pegando no pé se perceberem que a vítima se irritou, ou que ficou triste com o que eles disseram. Porém, se a garota entra na onda deles, ou pelo menos finge que não está nem aí, a brincadeira logo perde a graça”, explica a especialista.

 Marina Yonashiro, de 15 anos, também sofreu durante muito tempo com o preconceito por parte da turma. Ela descobriu um tumor no cerebelo, aos 11 anos, e por causa da cirurgia feita para a sua remoção, tem apenas uma visão parcial. “No meu caso, sentia um preconceito às avessas: as pessoas não me faziam nenhum mal, elas simplesmente me evitavam ou pareciam estar sempre com dó de mim. Com o tempo, percebi que eles só me tratavam assim porque era a maneira como eu também me tratava. Foi só mudar o meu jeito e tudo ficou diferente. Hoje, vivo muito mais feliz”, conta.

Marina tem muitos amigos e não dispensa uma balada sequer. O segredo? A autoestima lá em cima! “Aquela garota que se acha feia ou diferente tem mais dificuldade de fazer amigos e até de namorar. Não por causa de suas características físicas, mas normalmente por conta do seu comportamento. Sem perceber, ela pode virar uma menina mal-humorada, que reclama de tudo, que não acha nada interessante. E esse é o tipo de companhia que ninguém quer. Além disso, a tendência é que ela vá se isolando, porque tem medo de se expor. Então, não são os amigos que a colocam de lado, é ela quem faz questão de ficar longe de tudo e de todos, e não se dá conta disso”, alerta Márcia.

Então, se você anda reclamando de tudo, e se, ultimamente, está só, é bom parar e pensar: “O que estou fazendo comigo mesma?”. E, a partir daí, investir nas mudanças que precisam ser feitas. No mais, o importante é saber que nunca conseguiremos agradar a todos. Mas os verdadeiros amigos, esses saberão estar ao nosso lado sempre, nos aceitando do jeito que somos, e mais: nos amando exatamente por sermos assim!