Aprenda a lidar com as regras que toda escola impõe aos alunos

Namoro na escola

Namoro na escola: saiba como lidar
Foto: Símbolo Imagens

Não tem jeito: escola é lugar de estudar, e por isso, há regras específicas para que o ambiente seja o mais propício para o aprendizado. É claro que tem coisas que não dá para fazer na escola, e aqui estão as mais comuns e como lidar com elas.

Aparelhos eletrônicos
Em plena era virtual, a gente sabe, é mesmo quase impossível ficar longe desses apetrechos que tanto amamos (o MP3, o iPod, a máquina digital, o game e o famosérrimo celular). Mas, infelizmente, a maioria das escolas pega no pé quando alguém aparece com eles.
O que fazer: nesse caso, sentimos informar, mas o melhor mesmo é deixar os aparelhos em casa. Antes de ter um piti, pense bem: a proibição tem a ver com a sua própria segurança. Já pensou se o seu iPod sumir? Quem é que vai dar um jeito nesse problemão? Agora, se você é do tipo que não vive sem celular, tudo bem carregar o seu a tiracolo. Mas deixe para ligá-lo quando puser o pezinho na rua, OK? Não tem mico pior do que ficar procurando o fofinho na mochila enquanto ele toca alucinadamente e o resto da classe fica esperando a sua reação. Desnecessário, não é?

Uniforme
Todo começo de ano é aquela tristeza! Você guarda seus modelitos bacanérrimos no fundo do armário e resgata o bom e velho uniforme surrado e sem graça. Não tem outro jeito!
O que fazer: o uniforme é a maneira que um colégio arruma para se prevenir com os abusos de quem, digamos, não tem lá muito bom senso para se vestir. Mas, se não abre mão de seu estilo próprio, coloque acessórios, faça um make básico antes de sair de casa, e tente, a cada dia, um penteado diferente. Pode crer: aquele menino novo vai prestar mais atenção em você!

Ficadas e namoros
Só Deus sabe o quanto você batalhou para conquistar o carinha da sala ao lado! E, agora, quando se encontram na hora do intervalo, você não pode nem dar um selinho no fofucho?! Haja paciência!
O que fazer: pense bem, se o selinho fosse permitido, vocês iam parar por aí? Pois é justamente o fator empolgação que os dirigentes de uma escola consideram quando vão baixar uma regra tão rígida. Na hora do vamos-ver, é um pulinho do beijinho para o beijão, do beijão para os carinhos e por aí vai. Em vez de ficar arrumando encrenca, aproveite esses momentos para alimentar a saudade ainda mais, com bilhetinhos e cartas, do tipo: “Vou te pegar na saída. E te encher de beijinhos!”. Ele vai ficar na expectativa para ouvir o toque do sinal e, na hora do encontro, ninguém segura!

Intervalo
A gente concorda que, naquele friozinho, a melhor coisa é fofocar na sala de aula. Mas tem muitos colégios que vetam essa história de ficar na classe durante o recreio.
O que fazer: outra vez, a questão é a segurança. Se alguma coisa sumir, quem ficou na classe será responsabilizado. E já pensou se for você? Melhor que se meter em encrenca é aproveitar a luz do dia para clarear as idéias, mesmo no inverno. De quebra, ainda para conhecer gente nova e paquerar!

Atrasos
Não há relógio que espere você terminar a sua chapinha para chegar linda e maravilhosa no colégio. E, depois, nem adianta ficar jogando xaveco no coitado do porteiro. Ele segue as regras da diretoria e ponto final!
O que fazer: peça para a sua mãe adiantar o relógio sem avisá-la! Daí, você acorda sempre com tempo de se produzir, miss Vaidosa. E assim vai treinando. Até porque amanhã ou depois terá que encarar a rotina de um emprego formal, com horário para entrar e para sair. Já parou para pensar nisso?

Cigarro e bebidas alcoólicas
Além de estar super fora de moda, o hábito faz muito mal à saúde.
O que fazer: o mais inteligente é parar de vez com as drogas! Porém, se você ainda não consegue, procure diminuir o consumo. Pode acreditar que, se fumar e beber na escola, ou em qualquer outro lugar, vai acabar queimando seu filme. Tem coisa mais deselegante do que desfilar por aí com aquele desagradável cheiro de cigarro? Urgh!

Fontes: Silvana Martani, psicóloga e autora do livro Uma Viagem pela Puberdade e Adolescência (Aldeia Cultural) e Rosa Magaly Morais, psiquiatra do Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP.