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Este é um dos temas dos quais recebemos mais dúvidas aqui na Atrê, porém, é uma prática nada segura. Quer saber por que você deve evitá-la ao máximo? A gente explica!

Por Redação

Tudo que você precisa saber sobre o coito interrompido 

Foto: Shutterstock

O que é?

O coito interrompido é quando, em uma relação sexual, o homem pressente a ejaculação, retira o pênis e ejacula fora da vagina.

Segurança: quase zero!

Este método não é seguro, pois as secreções do pênis na fase da excitação podem conter espermatozoides vivos. Além disso, pode ser difícil conter a ejaculação. Mesmo quando há o controle, é possível que alguns espermatozoides estejam na uretra devido à liberação do fluido pré-ejaculação e, com isso, a possibilidade de haver fecundação também existe. Neste caso também pode existir a contaminação de DSTs, pois não há uso da camisinha, o que é um perigo para a sua saúde.

Mas e se...?

Se mesmo após a explicação de que o método não é confiável, você ainda tem dúvidas sobre outros meios, saiba que o coito não é seguro em nenhuma situação. Se a sua dúvida é se depois de ter transado uma vez e lavado o pênis, vocês podem seguir com o coito, saiba que a higienização não muda em nada, você pode tanto engravidar como também pegar alguma DST. O organismo recomeça tudo de novo em uma nova relação, seja ela a segunda ou terceira no mesmo dia e uma após a outra.

Período fértil

Mesmo se a mulher está fora do período fértil também não é seguro praticar o coito interrompido. O nosso organismo não funciona como um reloginho e vários fatores podem modificar a regulação dos hormônios, por isso, não confie neste método.

É melhor se prevenir!

Com o sexo protegido você não só fica livre de uma possível gravidez, como também de doenças sexualmente transmissíveis. Alguns métodos, como a camisinha, tanto masculina, como feminina, pílula anticoncepcional, implantes contraceptivos, DIU, etc., podem ser colocados em prática e tornar o sexo mais seguro e tranquilo. Converse com o seu médico e tire todas as suas dúvidas para decidirem juntos qual é o melhor para o seu organismo!

Consultoria Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana.

Um montão de garotas são cheias de dúvidas de como se prevenir contra gravidez e DSTs. A boa notícia é que existe um método ideal para você. Conheça os principais e converse com o seu médico para descobrirem juntos o melhor para a sua saúde!

12 dúvidas respondidas sobre métodos contraceptivos 

Foto: Shutterstock

Os métodos contraceptivos ou anticoncepcionais são aqueles cujo objetivo é impedir ou reduzir as chances de uma mulher engravidar. Existem vários tipos, como os hormonais, que como o nome diz contêm hormônios, e não hormonais, que são sem hormônios e geralmente são usados por pessoas que têm intolerância ou até para aquelas que não querem mesmo. É por isso que é tão importante buscar um médico, pois cada caso deve ser analisado com cautela.

Métodos hormonais

Pílula: comprimido que utiliza da combinação de hormônios, geralmente estrogênio e progesterona, para inibir a ovulação. Se tomada corretamente todos os dias, é considerado um método eficaz e seguro, porém, pode causar efeitos colaterais.

Injeção: contém em sua fórmula progesterona e estrogênios em doses de longa duração, podendo ser mensal ou trimestral. É aplicada na região glútea.

Implante anticoncepcional: um tubo de plástico é introduzido embaixo da pele na parte interna do braço, que libera hormônios para o sangue, impedindo a ovulação e dificultando a entrada de espermatozoides no útero.

SIU: conhecido como sistema intrauterino liberador de levonorgestrel, é um dispositivo em “T” inserido dentro do útero que libera hormônios que impedem a gravidez.

Anel vaginal: é um dispositivo de borracha introduzido na vagina que contém etonogestrel e etinilestradiol. A mulher deve permanecer com ele durante três semanas e fazer uma pausa de sete dias para a menstruação.

Adesivo anticoncepcional: material aderente que deve ser colado na pele e permanecer na mesma posição por uma semana. Ele possui a combinação de progestogênio e estrogênio, que são liberados na circulação durante sete dias.

Métodos sem hormônio

Diafragma: contraceptivo de borracha em formato de anel que impede a entrada dos espermatozoides no útero, evitando a fecundação. É colocado no colo do útero, apoiado ao osso púbico.

DIU: o dispositivo intrauterino é um contraceptivo de plástico e em forma de “T” introduzido no útero, criando uma barreira para a fecundação.

Camisinha: tanto a masculina quanto a feminina são excelentes métodos para evitar gravidez e DSTs, pois evitam que os espermatozoides cheguem ao útero. Deve ser colocada da maneira correta para não haver chances de estourar ou ficar presa.

Espermicida: substância em gel, creme ou comprimido que deve ser introduzida na vagina antes da relação, para matar os espermatozoides. É necessário usar com outro método, como camisinha ou diafragma, pois não é eficaz.

Abstinência sexual: caso não se sinta informada o suficiente, procure um médico antes e, até se sentir segura e protegida, prefira a abstinência sexual para evitar DSTs e uma possível gravidez.

Métodos naturais: a famosa tabelinha, medir a temperatura do corpo, o coito interrompido, etc., são muito antigos e não são NADA eficazes! Para se proteger 100% converse com o seu médico e escolha o anticoncepcional ideal para você.

 

***CONVERSE COM O SEU MÉDICO E TIRE TODAS AS DÚVIDAS SOBRE OS EFEITOS COLATERAIS DO MÉTODO ANTICONCEPCIONAL ESCOLHIDO! NUNCA SE AUTOMEDIQUE!

Quem deu as dicas: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana.

Menstruação atrasada nem sempre quer dizer que tem um bebê a caminho. Outros fatores podem interferir diretamente no período menstrual. Confira!

7 fatos que podem atrasar a menstruação

Foto: Shutterstock

Não se desespere!

Se a sua primeira menstruação aconteceu há pouco tempo, é comum que seu ciclo seja irregular nos primeiros anos. Essas alterações acontecem porque o sistema reprodutor feminino ainda está em fase de amadurecimento, portanto, o atraso é muito comum!

Você ficou doente neste tempo?

Viroses como gripe ou infecções simples, como cistite ou amigdalites, podem ser suficientes para alterar o seu ciclo menstrual, atrasando a menstruação por alguns dias. 

Você anda estressada com algo?

Saiba que o estresse e a ansiedade podem afetar negativamente a produção hormonal, que é regulada pelo hipotálamo, uma parte do cérebro. Tanto que ele pode fazer que a garota não ovule em determinado ciclo, causando ausência da menstruação durante o mês. 

Você suspendeu o uso da pílula anticoncepcional?

Mulheres que tomam o anticoncepcional oral de forma correta têm uma menstruação regular. Porém, se depois de alguns anos de uso da pílula você resolve suspendê-la, é possível que seu ciclo natural demore algum tempo para se normalizar. Há mulheres que entram em amenorreia e ficam meses sem ovular após a interrupção do anticoncepcional. 

Você perdeu ou ganhou peso do nada?

As células de gordura do nosso corpo contribuem na produção de estrogênio, hormônio feminino que é responsável pela maturação dos óvulos. Por isso, alterações bruscas na composição de gordura do corpo alteram os níveis de estrogênio, podendo interferir na ovulação e, consequentemente, na data da menstruação.

Se liga no período 

Pode ser que você não esteja com a menstruação atrasada, mas, sim, que tenha um ciclo longo. Médicos consideram normal a variação de 21 a 35 dias no ciclo.

Fique atenta!

Se o atraso menstrual tem sido longo e você também está sentindo alguns sintomas como queda de cabelo, ganho de peso e aumento de pelos, pode ser um sinal de problema na tireoide ou um desequilíbrio hormonal que está afetando os ovários. O ideal, neste caso, é procurar um médico o quanto antes para que ele avalie o seu quadro e indique o tratamento correto.

Quem deu as dicas: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana.

Chega de dúvidas, vem conferir 6 fatos sobre sexo que você precisa saber antes da primeira vez

Da Redação

6 coisas que você precisa saber antes da primeira vez

Foto: Shutterstock

Começar a vida sexual também exige responsabilidade, afinal, sexo é papo sério! Se não se cuidar, você corre o risco de pegar uma DST que pode até ser incurável, como a aids. E isso sem falar, claro, na possibilidade real de ter um bebê, mesmo que você transe só uma vez, e ainda que não leve a transa até o final. Conversamos com especialistas que responderam 6 dúvidas que toda menina precisa saber antes da primeira vez. Olha só: 

*OBS: é indispensável que você procure um ginecologista para ter essa conversa, ok? 

Ejacular fora: interromper a transa para o menino ejacular fora é fria. Isso porque o espermatozoide é liberado durante toda a relação sexual. Portanto, a partir do momento em que houver a penetração, existe também o risco de engravidar.

Primeira vez: se você já ovula e um espermatozoide fecunda seu óvulo, não importa se é a primeira, segunda, terceira vez... O resultado é um baby!

Nunca menstruei: ao contrário do que muitas meninas pensam, é possível engravidar antes da primeira menstruação. Isso porque a ovulação acontece mais ou menos 15 dias antes, e não tem como a garota saber se isso já está rolando no organismo dela ou não. Daí a importância de se prevenir sempre.

Tô menstruada: algumas mulheres têm ciclos menstruais irregulares e, por isso, podem ovular duas vezes no mesmo mês. Uma dessas ovulações pode acontecer durante a menstruação, e se rolar algo nesse período e o espermatozoide atingir o óvulo, bebê à vista!

Nas coxas: se o garoto ejacular nas áreas próximas à vagina, já existe o risco de engravidar. Por outro lado, não é possível engravidar fazendo sexo oral, pois o sistema digestório não tem ligação com o reprodutor.

Sexo anal: assim como no sexo oral, durante a prática do sexo anal não é possível engravidar. Porém, se rolar sexo sem proteção e na hora da retirada do pênis o esperma escorrer para a vagina, pode acontecer uma gravidez. Melhor se prevenir!

Quem deu as dicas: Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra; Erica Mantelli, ginecologista e obstetra; Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan; Sandra Lima Vasques, psicoterapeuta e educadora sexual do Instituto Kaplan; Thaís Petro‑Garcia, psicoterapeuta cognitivo-comportamental.

A leitora A.L. aprendeu na escola sobre a vacina contra o HPV, mas tem um montão de outras garotas que não fazem ideia da sua importância. Você é uma delas? Se sim, vem cá, esclarecemos todas as suas dúvidas sobre este vírus!

7 fatos que você precisa saber sobre o HPV

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1) A sigla HPV significa Human Papiloma Virus. Ele é um vírus que infecta os seres humanos e ataca as células da pele e da mucosa, formando “tumores”, como as verrugas comuns na pele ou as genitais. Porém, quando a área infectada é a mucosa do colo do útero, da vagina, do pênis ou do ânus, o vírus pode formar tumores malignos, gerando câncer de colo do útero e câncer anal. 

2) O HPV é contraído quando há pequenas lesões na pele, como cortes ou arranhões, que permitem a invasão do vírus para dentro do organismo. O sexo sem camisinha é uma das principais causas da transmissão.

3) A maioria das mulheres contaminadas pelo HPV nem sequer desconfia que tenha o vírus. Isso acontece porque os “tumores” (verrugas) não costumam provocar sintomas. Portanto, é necessário fazer visitas frequentes ao ginecologista, pois o diagnóstico da infecção geralmente ocorre pelo exame ginecológico preventivo.

4) Um método de prevenção contra o HPV é a vacina gratuita disponível na rede pública. A vacina quadrivalente protege contra os quatro tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil, e é oferecida para meninas de 9 a 13 anos, que é o grupo que mais responde a ela, já que, geralmente, nunca tiveram contato com o vírus. Depois de tomar a vacina, o corpo produz os anticorpos necessários para combater o HPV, assim, caso a pessoa seja infectada, ela não desenvolve a doença, ficando protegida. 

5) A vacina é importante, pois mesmo usando preservativo, a proteção contra o HPV ainda não é 100% garantida, pois a transmissão se dá pelo contato direto com a pele ou a mucosa infectada, o que significa que pode haver contaminação em atividades sexuais mesmo sem penetração.

6) Quanto mais cedo for feito o diagnóstico do HPV, melhor, pois pode-se começar o tratamento logo e a cura é garantida. Há pessoas em que o HPV cura-se sozinho, o que pode acontecer entre quatro semanas a dois anos após a contaminação. Elas não apresentam sintomas, mas podem contaminar outras pessoas enquanto não estiverem curadas. O ideal é que haja o acompanhamento com um médico ginecologista, pois só assim você estará 100% protegida. 

7) Para se prevenir contra o HPV é preciso usar camisinha nas relações sexuais, ter cuidado com o sexo oral e tomar a vacina, que pode ter eficácia diminuída em quem já teve relações sexuais e já pode ter tido contato com o vírus, mas ainda assim é uma boa forma de prevenção.

Quem deu as dicas: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana

Você ainda sente aquela tensão só de pensar que precisa se consultar com um ginecologista. Conversamos com uma expert para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto. Quer ver?

Ginecologista: tire todas as suas dúvidas sobre a primeira consulta

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Nove a cada dez meninas cogitam procurar um médico para tirar todas as suas dúvidas sobre saúde feminina e sexo, porém, rola aquela tensão do que vai acontecer na consulta. Para ajudá-la a mandar este medo para bem longe, respondemos agora algumas das maiores dúvidas das girls sobre a primeira vez frente a frente com um ginecologista!

 Quando devo ir?

É interessante procurar um ginecologista a partir da sua primeira menstruação. Ele poderá ajudá-la respondendo todas as suas perguntas e auxiliando de agora em diante, para que se cuide direitinho.

O que acontece lá dentro?

Pode respirar aliviada, a consulta não é nenhum bicho de sete cabeças, e o ginecologista não irá pressioná-la nem julgar o que disser. A primeira consulta, geralmente, é um bate-papo, no qual o médico faz perguntas sobre o seu quadro clínico, que inclui os seus hábitos, tudo sobre o seu ciclo menstrual, sobre doenças na família, etc.

O que falo pra ele?

Tudo o que quiser! Deixe a vergonha do lado de fora. O ginecologista é a única pessoa que poderá tirar todas as suas dúvidas e que não vai rir ou julgar as suas questões. Ele está superpreparado para lidar com situações como esta!

Alguém precisa entrar comigo?

Se você não se sente à vontade, não, ninguém precisa entrar com você na sala. Caso a sua mãe insista, ela pode ajudar o médico com informações sobre o seu desenvolvimento que você não sabe ou lembra. Mas é bacana que tudo seja conversado antes entre você e ela. Se não for se sentir à vontade, fale para ela que prefere entrar sozinha. Não existe problema nenhum nisso!

Ele vai contar o que disse pra alguém?

Jamais! Pode ficar tranquila, pois o seu médico não contará nada sobre o que conversarem com ninguém, nem com a sua mãe. Conversas entre médico e paciente são sigilosas. Somente em casos de doenças ou abusos que coloquem em risco a vida da garota é que ele deverá conversar com os pais.

Vou ter de ser examinada?

Depende! Se você for virgem, o médico examinará apenas os seus seios, a região abdominal e a parte externa da região genital. Caso já tenha tido relações, ele examinará a vagina internamente. Fique calma, pois o exame é importante para prevenir e diagnosticar doenças.

Quem deu as dicas: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana.

Especialista revela tudo que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte. Tire todas as suas dúvidas, girl!

Tudo que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte 

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Perguntamos para a sexóloga Sônia Eustáquia tudo o que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte, um método contraceptivo de emergência que, se usado da maneira errada, pode ser prejudicial para a sua saúde!

O que é a pílula do dia seguinte?

É um método contraceptivo hormonal de emergência que impede ou retarda a liberação do óvulo, evitando a fertilização. Ela não deixa formar a camada que recobre o útero para receber o óvulo fecundado e cuja descamação dá origem à menstruação.

Quando devo usar?

Na verdade, nunca. O ideal é que a garota se proteja para que não precise nunca usar! Mas, geralmente, a pílula é usada em casos de extrema emergência, como quando a camisinha estoura no momento da ejaculação, a mulher esquece a pílula por vários dias e lembra no momento do coito, etc. 

Posso trocar a camisinha por ela?

De maneira alguma! A camisinha é um método contraceptivo que a ajuda a se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis e uma gravidez, já a pílula é apenas um método de emergência, que deve ser usado em casos extremos.

Posso tomar sempre?

Não. A pílula do dia seguinte não deve ser um hábito e, muito menos, ser tomada mais que uma vez por mês. Ela contém uma dose alta de hormônios que pode desregular todo o seu organismo e trazer efeitos colaterais.

Todo mundo pode fazer uso?

Não. Como tem muito hormônio em sua composição, o bacana é evitá-la ao máximo. Mulheres com distúrbios metabólicos, principalmente insuficiência hepática e trombose, não devem nunca tomar o medicamento. Às vezes, a pílula pode causar diarreias, dores de cabeça, náuseas e alterações no ciclo menstrual.

E se eu já tomo anticoncepcional, o que devo fazer?

É muito importante procurar o seu ginecologista para que ele indique o que você deve fazer. Porém, se você tomou a pílula do dia seguinte no meio de uma cartela, interrompa totalmente o seu uso. Espere a menstruação vir e comece uma nova cartela daí em diante. E não faça sexo desprotegida, pois a pílula não tem efeito cumulativo.

Selecionamos 4 dúvidas que todo mundo tem sobre a camisinha. Vem ver!

4 dúvidas que todo mundo tem sobre a camisinha 

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Apesar do uso da camisinha ser essencial, muitas pessoas ainda tem muitas questões sobre ela que ainda não foram esclarecidas. Conversamos com a Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana, que respondeu as 4 maiores dúvidas que todo mundo tem sobre o uso do preservativo

1) Qual é a hora certa decolocar a camisinha?

O garoto deve colocar no momento em que os corpos vão se encontrar, ou seja, quando for encostar o pênis na vulva da garota.

2) Existe um modelo mais seguro?

O método mais seguro é o uso combinado da camisinha com a pílula anticoncepcional - mas antes de tomar uma, procure um médico.

3) Se usar camisinha preciso usar outro anticoncepcional?

Sim! Só o uso da camisinha não garante a total proteção contra a gravidez, porque ela pode romper. Outros métodos contraceptivos, como a pílula anticoncepcional ou o adesivo devem ser usados. Da mesma forma, uma mulher que já faz uso desses métodos não deve dispensar a camisinha, que previne DSTs.

4) Como poss o ter certeza que está tudo certo com a minha?

A eficácia da camisinha está ligada ao seu uso correto. O pênis deve estar ereto, livre de lubrificantes, cremes ou pomadas. A pessoa deverá segurar o preservativo pela extremidade, deixando um espaço isento de ar na ponta para conter o sêmen, diminuindo assim achance de rompimento. A seguir, a camisinha deve ser desenrolada, da extremidade para a base do pênis.

Você sabe o jeito correto de colocar a camisinha? A Atrê tira sua dúvida com a ajuda de uma sexóloga

Texto Redação | Ilustração:Isabela Santos

E agora?

Ilustração: Isabela Santos

“Como eu sei se meu namorado está colocando a camisinha do jeito certo? É que eu nunca transei com ninguém e não sei se vou poder ajudá-lo a fazer isso.” L. C., por e-mail

L., existe, sim, um jeito correto: a camisinha deve ser colocada quando o pênis estiver ereto, antes da penetração. Abra a embalagem, delicadamente, com as mãos. Depois, coloque a camisinha sobre o pênis, pressione ou dê uma leve torcida na ponta dela com uma mão, enquanto desenrola a camisinha com a outra. O preservativo deve cobrir todo o comprimento do pênis, até sua base (próximo aos pelos). Após a ejaculação, o preservativo deve ser retirado pela borda, com o pênis ainda ereto. Embrulhe-a em papel higiênico e jogue no lixo. É bom que você saiba que, para garantir a segurança, é importante que o preservativo seja de boa qualidade e que não tenha ultrapassado o prazo de  vencimento. Além disso, nunca utilize vaselina ou outro tipo de óleo para lubrificação: prefira  camisinhas que já contenham essas substâncias ou adquira lubrificantes especiais, à base de água.

Quem deu a consultoria: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana.

Revista Atrevida | Edição 229

Você escuta todo mundo falar sobre isso, mas não sabe direito o que é? Vem cá, nós explicamos tudo sobre preliminares

Texto Consultoria Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana. | Foto: Shutterstock

Preliminar

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Elas são as carícias que excitam o casal e aumentam o desejo e, geralmente, são realizadas antes da relação sexual. Mais conhecidas como “amassos”, “pegação”...

É a primeira parte de uma relação sexual bem-sucedida. Se você e o parceiro fazem bem esta etapa, ficam excitados e preparados para a relação e terão mais prazer na penetração, no orgasmo, etc.

Sim, é normal sentir mais excitação nas preliminares do que no sexo.

Nunca esqueça a camisinha!

Todos sabem que ela é a maior aliada na prevenção de DSTs e gravidez, mas, mesmo assim, ainda
tem gente que a deixa de lado. Se liga nas razões que provam que a camisinha é para todos:

Não há efeitos colaterais – a menos que você seja alérgica a látex ou ao lubrificante. Nesses casos, procure um médico, pois ele poderá indicar outro tipo de proteção.

Elas são baratas e bem fáceis de serem encontradas em farmácias e supermercados. Caso a grana esteja curta, não tem desculpa, os postos de saúde distribuem gratuitamente!

Só em emergência!!! A pílula do dia seguinte pode salvar a sua vida, mas, ao mesmo tempo, ser a maior roubada para a saúde. Veja como e qual é o momento certo de usá-la!

Cuidado, só em emergência!

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O que faz?

Ela bloqueia a ovulação e dificulta a gravidez. Caso a mulher não tenha ovulado, o anticoncepcional de emergência impede ou retarda a liberação do óvulo, evitando a fertilização, não deixando formar a camada que recobre o útero para receber o óvulo fecundado e cuja descamação dá origem à menstruação.

Quando usar?

A pílula do dia seguinte só deve ser usada em último caso, como quando a camisinha estourar no momento da ejaculação ou você se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional durante dois ou três dias.

 

Alerta!

Nunca faça do seu uso um hábito e, muito menos, tome mais do que uma dose por mês, pois a pílula, além de perder a eficácia, faz mal à saúde. As altas doses de hormônios podem causar náuseas,  alteração do ciclo menstrual, dor de cabeça e diarreia. Se você tiver distúrbios metabólicos, como insuficiência hepática e trombose, deve evitar o medicamento. É muito importante conversar com um médico para saber se pode tomá-lo.

Não vacile

Se você faz uso do anticoncepcional e optou por tomar a pílula, pare a cartela imediatamente. Comece uma nova cartela apenas quando vier a próxima menstruação e não faça sexo desprotegida, pois a pílula não tem efeito cumulativo.

Consultoria: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana.

Ainda não tá ligada em por que é tão importante tomar a vacina contra ele? Vem cá, a Atrê explica tudinho o que você precisa saber!

Texto Redação | Foto: Shutterstock 

HPV: papo sério

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1. O HPV é um vírus que ataca as células da pele e da mucosa, que pode formar tumores pequenos ou ver rugas na pele ou nos genitais, que geralmente são pequenas e não trazem problemas à saúde. Porém, se a área infectada for a mucosa do colo do útero, da vagina, do pênis ou do ânus, o vírus pode induzir a formação de tumores malignos, gerando doenças mais sérias, como, por exemplo, o câncer de colo do útero e o câncer anal.

 

2. O vírus é contraído através do contato de pele com pele, quando há pequenas lesões, cortes ou arranhões, que permitem que ele entre no organismo.

3. O uso da camisinha é importante para a prevenção do HPV. E mesmo assim a proteção não é 100% garantida, pois a transmissão se dá pelo contato direto da pele com a mucosa infectada, ou seja, pode haver a transmissão sem a penetração.

4. A vacina é importantíssima, pois é a principal forma de prevenção da doença. Ela deve ser tomada por meninas de 9 a 13 anos e é dada em três doses. Essa é a idade escolhida porque, segundo estudos, é nela em que há maior produção de anticorpos contra o vírus. Portanto, se você ainda não tomou, procure uma Unidade de Saúde do SUS, pois é de graça.

Consultoria: Sônia Eustáquia, sexóloga e psicóloga pós-graduada em sexualidade humana. Para mais informações sobre a vacina, acesse: www.portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv

Revista Atrevida | Edição 257