Quando as aves saem de férias!
Elas vêm de muito longe em busca de comida, sossego e abrigo seguro.
Hoje, como no passado, os homens ainda se espantam com bandos de aves migratórios vindos ao Brasil do pólos Norte e Sul à procura de um lugar onde possam descansar em paz depois de uma longa viagem. Algumas espécies chegam a voar de 15.000 a 20.000 km na primavera, retornando aos seus lugares de origem no outono. Por mais que estudem, os cientistas ficam admirados com a coragem e a resistência desses pequenos seres. Os maçaricos, por exemplo, embora pesem entre 100 gramas e 250 gramas, conseguem voar 70 horas seguidas, cruzando continentes, para pousar sempre nas mesmas áreas, onde trocam a plumagem gasta durante a viagem. Esses pássaros chegam a voar 70 horas seguidas, ou 4.000 quilômetros, sem pousar em terra. Por isso, chegam ao seu destino com metade de seu peso. Durante o vôo, se orientam pelas estrelas, pela lua e pelo sol e ainda aproveitam as correntes de ar, chegando a atingir uma velocidade de até 65 quilômetros/hora.
À procura de luz
Mas o que leva as aves a migrarem sempre na mesma época? Uma das teorias dos estudiosos é que a quantidade de luz provoca modificações nas glândulas das aves que têm como principal objetivo a reprodução e perpetuação da espécie. Dessa maneira, quando a luz de outono no Brasil começa a diminuir por causa dessa estação, as aves partem em direção ao hemisfério sul, onde encontrarão dias mais longos, pois por aqui é primavera. Porém, quando a luz de outono no Brasil começa a diminuir por causa do outono, as aves sabem que está na hora de voltar para casa, onde com certeza, encontrarão calor e comida para iniciar um novo ciclo de vida.
Fonte: IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Site: www.ibama.gov.br.
O mistério da coruja
Há muitos séculos, a coruja, coitadinha, é considerada uma ave agourenta, que traz má sorte. Por isso, em várias lendas e gravuras antigas ela sempre aparece ao lado de bruxas e outras figuras do mal. Mas tudo isso não passa de intriga da oposição. Na verdade, a coruja é uma das aves mais perfeitas da natureza.
• De visão aguçada, nada escapa aos seus olhos. Ela enxerga de perto e de longe, seja dia ou noite. Ainda consegue girar a cabeça em até 270º, o que permite que controle toda a paisagem.
• Mas são os ouvidos atentos que auxiliam à coruja capturar as presas. A cabeça em forma de concha acústica funciona como receptora de sinais sonoros. Por isso, nenhum movimento passa despercebido.
• A principal função da coruja é a de ser uma espécie de controladora de pragas, já que caça roedores e insetos que acabam com as plantações.
• Na hora da conquista, a ave é sábia. O macho já chega com uma presa nas garras. Se a fêmea aceitar o presente é sinal que uma nova família de corujas vai começar logo, logo.
Salvem os sapos!
Todo mundo se preocupa com as baleias, mas ... e os sapos? Ninguém sai em passeata a favor dos fofos, embora eles, como todos os animais, sejam muito importantes para que o equilíbrio ecológico se mantenha. Com o desaparecimento desses animais, todo o planeta perde. Se os sapos comem moscas e são comidos por cobras, quando todos eles desaparecerem, quem vai comer as moscas? E as cobras? Vão viver do quê? O que pode acontecer é o aumento do número de moscas, o desaparecimento das cobras e, depois de um tempo, uma confusão geral na natureza.
Nos últimos anos, o aumento da poluição tem contribuído para elevar a temperatura da Terra. Isso altera a quantidade de chuva que cai em algumas regiões do planeta, o que afeta esses animais, muito dependentes da água. Eles passam toda a sua infância nesse ambiente e, depois de crescidos, necessitam de água para se reproduzir e respirar, pois eles também respiram pela fina pele, que precisa estar sempre molhada. O problema é que o desmatamento, a poluição e uma doença provocada por um fungo ameaçam sapos, rãs e pererecas de todo o planeta. Existem quase 6 mil espécies de anfíbios conhecidas, mas uma em cada três delas está ameaçada de desaparecer. O pesquisador Hélio Ricardo da Silva, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro avisa: “O equilíbrio entre as comunidades de animais é simples como um castelo feito de cartas. Se retiramos as do meio, todas as que estavam em cima dela vão cair e ainda podem derrubar algumas que estavam embaixo”.
Cabeça virada
A Lua não influencia apenas a imaginação dos poetas. Ela também pode interferir no comportamento de alguns seres vivos. Uma pesquisa feita pelo Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, revelou que duas espécies de insetos que transmitem uma doença chamada leishmaniose atacam mais em noites de Lua Cheia. O número de fêmeas (são elas que picam homens e animais) nessas noites foi 30 a 40 % maior se comparadas à Lua Nova. O objetivo desse estudo é criar maneiras de prevenção contra a leishmaniose. Ao contrário do lobisomem, essa doença não é lenda, mas um sério problema de saúde pública.
O Astro-Rei
Na Terra, o sol não é apenas uma fonte de vida animal e vegetal como também interfere nas marés. Estas são provocadas pelas forças de atração do Sol e da Lua. Dessa maneira, quando Sol e a Lua formam um ângulo reto em relação à Terra, essas forças de atração tendem a anular-se e surge a maré baixa, quando o mar “recua” da areia e as ondas ficam mansas. Porém quando os dois astros estão na mesma linha, a atração se torna exagerada e provoca a maré alta, quando as ondas ficam bravas e o mar parece avançar sobre a praia.
 |
|
 |
| |
“Muitos não se preocupam com a água que estão usando. Essas pessoas pensam que a água potável nunca vai acabar, mas um dia acaba, sim. Por isso, temos de economizar. Tome banhos rápidos, feche a torneira quando estiver escovando os dentes. Para lavar o carro, use pano úmido e varra a calçada em vez de usar mangueiras”.
Jéssica Silva Mateus, 11 anos, sexto ano do Colégio Emilie de Villeneuve (SP) |
|
 |
|
 |