Ela precisa do néctar e do pólen, encontrados nas flores, como alimento. Em troca, em seu vôo incessante, ela se encarrega de fecundar as flores e garantir a perpetuação da espécie vegetal. Há centenas de milhares de anos, as abelhas se servem das fendas de pedras, ocos de paus e buracos no chão para construírem seus lares, procriarem e armazenarem o alimento necessário ao sustento de suas famílias. A esse lar coletivo, os cientistas deram o nome de colméia.
No centro da vida irrequieta de uma colméia está a abelha rainha. Duas vezes maior que uma operária, seu trabalho principal é produzir ovos, já que é a única fêmea da colméia com capacidade de reprodução. Para que não haja brigas, ela secreta uma substância conhecida como feromônio, que é distribuída às outras. A substância tem como objetivo impedir que os órgãos sexuais femininos das operárias se desenvolvam, impossibilitando-as, assim, de se reproduzirem. É por esta razão que uma colônia tem sempre uma única rainha. Caso apareça outra, ambas lutarão até que uma delas morra. Para atrair os zangões de todas as colméias próximas, a rainha libera em pleno vôo um feromônio sexual, uma espécie de “perfume” que é captado pelos machos a quilômetros de distância. Como voa em alta velocidade e grandes altitudes, a maioria dos zangões não consegue acompanhá-la. Dessa forma, como os mais fraquinhos vão ficando para trás, ela faz sua própria seleção natural e só se deixa seduzir pelo mais forte. Depois do acasalamento, a rainha prende o órgão reprodutor do zangão e ele morre após fecundá-la.
Nacionalidade chinesa
Bonsai é uma técnica usada pelos orientais para cultivar árvores em miniatura. Ao contrário do que muitos pensam, o bonsai não nasceu no Japão, mas na China há mais de dois mil anos. Nesse país se praticava o penjing, a arte de compor paisagens com miniaturas de montanhas, rios e árvores. Os bonsais chineses eram feitos com plantas naturalmente pequenas pelas condições dos locais onde nasciam. O frio extremo e solo montanhoso não deixavam as plantas crescerem quanto deveriam. Daí serem utilizadas na decoração, como árvores em miniatura. No Japão, o bonsai chegou por volta do século XI. Lá, a técnica foi aperfeiçoada para que mudas comuns pudessem ser miniaturizadas por meio de podas e modelação de galhos.
Chocolate: mortal para cachorros
Se seu cachorrinho adora um bombom, muito cuidado. Existe uma substância no cacau chamado teobromina, semelhante à cafeína, que é extremamente tóxica aos cães quando ingerida em certa medida. Como cada tipo de chocolate detém uma quantidade diferente de teobromina, fica muito difícil aos criadores saber o quanto é permitido dar ao seu melhor amigo. Se um cachorro pequeno atacar um ovo de chocolate de meio quilo, por exemplo, a brincadeira pode ser realmente fatal. Pelo sim, pelo não, o melhor a fazer é não dar chocolate ao seu bicho, mesmo que ele fique doidinho quando escuta o barulho do papel alumínio do bombom.
Fama de má!
A orca, mamífero gigante, parente do golfi nho, que tem o dorso negro e a barriga branca, mede até 10 metros e pesa cerca de 5 mil quilos, ganhou a fama de assassina por pura falta de informação. Até hoje não há registro de algum ataque de orcas aos seres humanos quando estão no seu meio natural que são os oceanos. Na verdade, a má fama se deve a um mal entendido.
Quando mergulhadores e pescadores viram bando de orcas atacarem baleias de outras espécies, chegaram a conclusão precipitada que elas poderiam atacar também um ser humano num piscar de olhos. Ledo engano. As orcas não atacam seus parentes por instinto assassino, mas para defender seu território, sua comida e seus fi lhotes de outros animais, que elas consideram predadores. Esse tipo de comportamento é comum no reino animal. Ao menor sinal de perigo, um bicho se vira contra o outro ainda que, muitas vezes, sejam os dois da mesma espécie.
“As pessoas jogam lixo na rua, poluem o ar e gastam água demais. Desse jeito, a Terra vai fi car ruim. Pra não gastar água, por exemplo, eu tomo banho rápido. Só demoro um pouco mais quando tenho de lavar a cabeça. Assim, a gente economiza”
Júlia Sitta Rego, 8 anos, segunda série, Colégio Stocco, Santo André.