Quem pode tomar? Engorda? Quais os efeitos colaterais? Veja as respostas para estas e outras dúvidas que adolescentes têm sobre a pílula anticoncepcional

Pílula anticoncepcional

Na década em que a pílula surgiu, há cerca de 50 anos atrás, a média de crianças para cada casamento ainda era de 6,3!

Desde a invenção do anticoncepcional, ainda não surgiu nenhum método que seja tão simples e eficaz como a pílula. Apesar ter completado 50 anos em 2010, ela nunca esteve tão enxuta. Literalmente. "Os medicamentos que usamos hoje em dia têm metade da quantidade de hormônios que continham nos anos 60. E, no entanto, eles garantem a mesma margem de segurança, que fica em torno de 99,9%", explica Antônio Júlio Sales Barbosa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

Isso significa que, com essa nova geração de medicamentos, a gente tem toda a proteção de que precisa – já que as chances de a pílula falhar são muito menos de 1 em 100 –, porém, conta com chances bem menores de apresentar efeitos colaterais, tais como o ganho de peso, as dores musculares e as náuseas.

A imensa variedade de pílulas que existe hoje, com dosagens e combinações de hormônios que se diferenciam entre si, também é capaz de garantir que cada garota tenha a possibilidade de testar até encontrar um medicamento que se adapte melhor às suas necessidades. Algumas pílulas chegam até a ajudar no tratamento de outros problemas, além de prevenir a gravidez. "Temos medicamentos capazes de amenizar os sintomas da TPM, as cólicas e até algumas pílulas que, ao tratar alterações hormonais, melhoram muito o quadro da acne", explica Barbosa. É claro que, para tirar proveito de tantos benefícios, é preciso usar com acompanhamento médico. Afinal, embora tenha se aperfeiçoado muito nos últimos anos, a pílula continua sendo um remédio.