Você já deve ter ouvido falar que pai e mãe são aqueles que criam, certo? E nós viemos aqui para provar que isso é 100% verdade. Saca só!

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Foi-se o tempo em que adotar uma criança era sinônimo de tabu. Hoje, se fala muito mais do tema, e ele chegou até ao mundo dos famosos. Quem nunca se pegou suspirando pela família dos lindos Angelina Jolie e Brad Pitt? O casal tem seis filhos: a Shiloh, a Vivienne e o Knox, que são biológicos, e o Maddox, o Paz e a Zahara, que são adotados. A diva do pop Madonna também aumentou a família adotando a Mercy e o David, dois fofos! E não pense que todas essas crianças se sentem out da família, não. Nos dois casos, todos transpiram amor e companheirismo.

Fora dos holofotes, aqui mesmo no Brasil, tá cheio de pais que optaram por adotar e de crianças que se sentem totalmente integradas às famílias pelas quais elas foram recebidas. Quer ver? Então siga em frente!

Quanto maior, melhor!

A Rafaela Gandra, de 19 anos, de Belo Horizonte (MG), foi adotada quando tinha um ano e nove meses. E, desde que se entende por gente, sabe da adoção. “Meus pais foram me contando aos poucos, nunca esconderam nada de mim”, afirma. A família da gata faz o estilo dos Jolie Pitt: Rafa possui seis irmãos mais velhos, que enchem a garota de mimos. “Eu sou a única filha adotada da família. Mas nunca me trataram diferente por isso, pelo contrário. Minha família adotiva é ótima e eu não a trocaria por nada nesse mudo”, garante a Rafa.

Mas ela admite que, às vezes, bate aquela curiosidade de conhecer os pais biológicos. “De vez em quando, eu me pego pensando sobre o assunto, mas logo fico desanimada. Se eles não me quiseram quando eu era criança, acredito que não é agora que irão me querer”, desabafa.

Saiba que sentir vontade de saber mais sobre as próprias origens é completamente aceitável, viu, Rafa? “É uma curiosidade natural de todo ser humano. O único cuidado é trabalhar as próprias expectativas para não se frustrar, pois a família biológica pode não acolher a garota como ela espera”, alerta a psicóloga Luciana Leis. Por isso, se você não estiver 100% preparada para dar esse passo, o melhor mesmo é dar tempo ao tempo. “Se existir o real desejo de conhecer a família biológica, indico contar com o auxílio dos pais adotivos, que tornarão essa descoberta mais fácil e segura”, aconselha a psicóloga especialista em adoção Cintia Liana Reis de Silva.

Saber deixar alguém te amar...

A Mikaelen da Silva, de 16 anos, de Taguatinga (DF), é mais uma que morre de amores pela família adotiva. “Minha mãe adotiva faleceu quando eu tinha apenas 6 anos, mas ainda bem que tenho o meu pai. Ele é tudo para mim e sempre me tratou muito bem”, conta. “É claro que, às vezes, rolam alguns desentendimentos. Mas nossa relação é de muito amor e carinho”, admite Mika.

A Mika também foi adotada quando ainda era um bebê e sempre soube disso. “Meus pais foram me contando por meio de historinhas e, aos poucos, fui entendendo a realidade. Por isso, nunca fui encanada com a adoção, até porque sempre fui criada com todo o amor e o apoio que uma garota merece e precisa”, conta. E é exatamente aí que mora o segredo. “Se a família trata o assunto de maneira confortável e natural, o filho também vai encarar isso numa boa”, finaliza Lidia.

Você sabia que...

Atualmente, no Brasil, existem 5.523 crianças e adolescentes cadastrados esperando para serem adotados, enquanto há 31.981 famílias cadastradas que pretendem adotar? E se você está se perguntando por que essas crianças ainda não encontraram um novo lar, a Mônica Natale, diretora executiva do Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp), explica: “o que acontece é que, entre essas crianças, há grupos grandes de irmãos, e a legislação brasileira dá prioridade para a adoção em conjunto, nesses casos. Outras crianças, porém, já não são mais tão novas, o que vai dificultando o processo de adoção, já que os pretendentes dão preferência aos bebês, para poder educá-los desde cedo”. Triste, né? Afinal, todos eles merecem um lar e uma família que os receba de braços abertos.

Fonte: Conselho Nacional de Justiça.