A Carol viajou para os EUA em vez de ter uma festa de 15 anos. Apaixonada pelo país do Mickey, ela voltou para cá determinada a retornar, mas não foi fácil convencer sua mãe. Conheça a história dela!

Foto: Arquivo Pessoal

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 “A ideia de fazer intercâmbio surgiu quando eu tinha 14 anos; enquanto todas as minhas amigas falavam da famosa festa de debutante, eu sonhava com meu intercâmbio, e já pesquisava sobre isso todos os dias. Ao falar para minha mãe que eu queria fazer intercâmbio, ela praticamente pirou e me disse que jamais me deixaria ir assim tão nova. Mas ela acabou deixando eu trocar a festa tradicional de debutante por uma viagem para a Disney, que foi superlegal!

Eu amei tanto a viagem que quando voltei, estava apaixonada pela ideia de passar um ano no exterior me aventurando, aprendendo novas coisas e vivenciando a cultura americana no dia a dia. Passava dias incansáveis vendo diários de intercâmbio, lendo blogs (até apresentação no Power Point eu fiz para tentar convencer meus pais!), e um dia, finalmente, consegui.

Foto: Arquivo Pessoal

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Peguei a última vaga disponível na agência, como diz a tão famosa expressão “aos 45 do segundo tempo”. A partir daquele momento, percebi que meu sonho se tornaria realidade. Meu intercâmbio nos Estados Unidos não podia ter sido melhor, faria tudo novamente. Claro que no começo foi difícil para me acostumar com a ideia de estar sozinha em um país desconhecido, sem meus pais, meus amigos, enfim, tudo que antes era minha rotina passaria a ser uma saudade.

Aprendi tantas coisas, vivi em um mundo surreal, onde tudo que eu imaginava se tornou realidade: pude desfrutar o Halloween (dia das bruxas), o Thanksgiving Day (dia de ação de graças), a neve, um típico Natal americano, uma escola no estilo dos filmes que assistimos aqui, e uma família que me acolheu de braços abertos. Não tenho palavras para descrever o quão agradecida eu sou pela “host family” que me acolheu por lá, eles foram sem dúvida a melhor parte da minha nova vida. Eles me abriram um novo horizonte, sou realmente muito agradecida.

Quando cheguei ao Brasil, percebi que tudo estava tão diferente, mas ao mesmo tempo tão igual ao que eu tinha deixado. Na verdade, quem havia mudado tinha sido eu. Aprendi a me virar, que nem tudo é do jeito que nós queremos e que às vezes temos que abrir mão de algo para não afetar quem nós gostamos. Quando eu quis me aventurar em tal experiência, imaginei que o maior dos meus ganhos seria a fluência no inglês, mas hoje eu percebo que isso só foi uma consequência. Se tiver a oportunidade de fazer uma viagem assim, agarre-a com todas as suas forças e desfrute o máximo!”

As coisas mais legais
- Fiz amizade com pessoas da minha idade de vários lugares do mundo e aprendi sobre a cultura de cada um deles.
- Participei de esportes na escola e vivenciei como é estar em um time.
- Vi neve pela primeira vez.

... E uma coisa chata
- Senti muita falta da minha família. De lá, vi fotos da minha família toda reunida no Natal e senti que tinha ficado de fora. Mas neste ano vou ficar bem ao lado deles!

Agradecimento: Experimento Intercâmbio Cultural (www.experimento.org.br).