Conversamos com a Taciele Alcolea e descobrimos vários segredinhos inacrês sobre a girl. Vem ver!

Bate-papo exclusivo com a Taciele Alcolea

Foto: Bo Campos

Quem vê a Taciele Alcolea arrasando e comemorando seus mais de 2 milhões de inscritos no canal do Youtube, mal consegue imaginar que para chegar até aqui ela teve de superar muitos dos seus medos.Tá precisando de um empurrãozinho para fazer o mesmo e seguir atrás dos seus sonhos? Então, confira esse bate-papo exclusivo e vem se inspirar nela!

Taci, vamos começar bem do início. Por que você decidiu ter um canal no YouTube?

Porque eu sempre gostei de me comunicar. Eu trocava cartas, era uma coisa muito louca, gostava de criar novas amizades. Quando criei o Orkut [rede social parecida com o Facebook], a galera começou a pedir para ouvir a minha voz. Diziam: ”Taci, grava um vídeo”, querendo me conhecer melhor e saber como eu era. E aí surgiu a ideia do YouTube! E eu gostei tanto daquilo, eu falava: “Caramba, posso compartilhar tanta coisa com pessoas diferentes, as pessoas acabam me conhecendo e eu posso ter tantos amigos”. Fiquei tão empolgada com a ideia que eu continuei fazendo e gravando vídeos sempre. Liberava vídeos dia sim, dia não. Não importava o que acontecia, eu sempre seguia aquilo. Mesmo antes de ganhar qualquer dinheiro já fazia porque gostava muito!

E em nenhum momento você ficou com medo do que as pessoas fossem pensar?

Ah, eu sempre fui muito tranquila com tudo! Eu andava inteira de rosa na faculdade, com uma câmera na mão, ficava filmando tudo. Tinha muito julgamento da galera, dos professores. E não vejo maldade porque se fosse eu, talvez também desse risada, porque as pessoas são assim. Eu tinha essa consciência, era muito feliz daquele jeito e não queria deixar aquilo por nada, então pensava: “Ah, tudo bem que as pessoas estão rindo, eu sou assim”. E eu dava risada junto, entrava na brincadeira. Talvez as pessoas fizessem muito bullying comigo, mas eu não olhava aquilo como um bullying, falava: “É normal, as pessoas vão rir, as pessoas vão falar”. O ser humano é assim. Então não era uma coisa que me incomodava. E eu nunca pensei em largar, nunca tive vergonha. Claro que, às vezes, eu não penso em quantas pessoas vão me assistir. Se você pensar nisso não consegue nem falar, fica com medo de dizer qualquer coisa errada ou fazer algo que não é legal. Então tento nem pensar!

Por que você acha que as meninas se identificam tanto com você?

Acho que é uma coisa muito real, sabe, então elas se identificam com o meu jeito. E elas também acompanharam a minha vida pelo canal. Quando elas me conheceram eu era uma garota que estava indo para a faculdade, trabalhava, tinha uma vida normal, e daí elas me viram gravando tudo aquilo, toda a minha família, eu era uma pessoa cheia de medos, tinha síndrome do pânico, sofria de várias coisas, tinha medo de atravessar a rua, e, de repente, estou morando em São Paulo. A minha vida se transformou demais nesses últimos três anos, muita coisa mudou. Então é legal, eu sinto que rola um incentivo para as meninas. E é uma coisa que sempre falo nos meus vídeos: se eu consegui, você também consegue. É muito isso, se deu certo pra mim então vai lá que também vai dar certo com você!

Tem alguma coisa nessa vida de youtuber que ainda a assusta?

Muitas [risos]. Ser convidada para coisas diferentes, por exemplo. Fazer matéria para revista é uma coisa que nunca passava pela minha cabeça. Então eu fico sempre muito empolgada! Receber convite pra participar de programa na televisão e fazer encontrinhos com leitoras é também uma coisa que ainda me choca. Eu sempre choro! Meu Deus, como isso aconteceu, sabe? Nossa, encontrar essas meninas, chegar lá e ver que elas me abraçam, contam histórias, falam que eu sou a companhia delas, que eu as incentivei, que mudei a vida delas... Isso sempre me deixa chocada e acho que isso nunca vai mudar.

Qual foi a sua maior conquista até agora?

Eu acho que a minha casa foi a maior delas, mas, não sei, tem tantas coisas. Teve algo que me marcou esses dias. Quando tinha 12 anos, fui à casa de uma amiga e a mãe dela tinha ganhado um carro. Eu sentei no carro, ele era novinho, aí disse: “Que carro lindo! Um dia vou trabalhar e ter esse carro”. E daí eu comprei o carro esta semana. Foi muito marcante pra mim. Trabalhei muito para conseguir, não foi uma coisa fácil, mas como que pode uma coisa tão simples de adolescente marcar tanto? Aquilo me motivou!