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Aprenda a combater os inimigos da auto-estima

Ficar grilada com alguma parte do corpo é normal? Claro que é! Mas dá pra se livrar dessa encanação, basta enfrentar os inimigos da sua auto-estima. Vem descobrir como!

Quantas vezes a gente já se olhou no espelho e a primeira coisa que disse foi: “Preciso dar um jeito neste cabelo [ou barriga, nariz, sobrancelha, peito…]!”? Acredite, não é só você que encana com seu corpo. Todo mundo, inclusive aquela celeb que você acha per-fei-ta, também torce o nariz ao se olhar no espelho de vez em quando. E na adolescência, quando nosso corpo passa por inúmeras transformações, não é de se estranhar que isso aconteça. A verdade é que não precisa ser assim. A gente pode aprender a se olhar com muito mais carinho e aceitar nosso corpo como ele é.

Mas, antes, vamos entender um pouco por que às vezes parece tão complicado dizer e sentir que você é, sim, maravilhosa. “Somos bombardeadas por todos os lados, o tempo todo, por modelos de perfeição que não existem, com muito Photoshop e truques de todos os tipos. A vida ‘perfeita’ das meninas nas redes sociais e também a cobrança de sermos irretocáveis levam a uma tensão constante e auto-rejeição. Por mais que se possa investir em esporte, roupa e maquiagem, a sensação que fica é a de que nunca está bom o suficiente. E essa sensação pode contribuir para um grande sentimento de insegurança consigo mesma e nos relacionamentos, fazendo com que a gente não se sinta merecedora de admiração e afeto”, conta Daniela Ervolino, psicóloga clínica e palestrante. Entendeu agora por que a gente se sente tão pra baixo de vez em quando?

A maior roubada EVER!

E quando a gente se compara, hein? Como lidar? Tudo bem, nem sempre é fácil de evitar, mas, se você pensar por um momento, vai ver como a comparação é injusta. É que cada pessoa tem seu próprio ritmo de desenvolvimento e estrutura.

A BFF da sua idade pode ter um corpo de mulherão, enquanto seus seios ainda não preenchem o sutiã PP direito. Isso significa que ela é melhor ou mais bonita? Claro que não! Só quer dizer que cada uma tem uma genética diferente e querer ter características de outra pessoa é batalha perdida, miga! Você até pode considerar fazer inúmeras plásticas, dietas malucas e outras insanidades pra chegar no que considera “ideal”. Mas será que vale a pena?

Além do mais, é bom lembrar que, durante a adolescência, nosso corpo passa por várias mudanças. Então, é importante aprender a ter uma relação bacana com ele, trabalhando sua autoconfiança. Até mesmo antes de chegar à vida adulta, você consegue se sentir bem sendo quem é. “Uma vez, entrevistei 15 modelos e descobri que todas têm encanações também. Aí, parei de me comparar, afinal, estamos todas no mesmo barco”, conta Gisela Rao, publicitária, escritora, jornalista e autora do blog Minha Vida Sem Photoshop sobre autoestima. “Quando a gente aprende a se curtir mais, se compara menos. Melhor ainda: acaba sentindo muito pelas pessoas que não são como a gente [risos]”, completa. A gente concorda!


Cai fora!

Autoestima tem inimigos que só a gente pode combater. Se liga nos principais e fuja deles!

* Exigir de nós mesmas sermos quem não somos. O mesmo vale com relação às outras pessoas. Isso é injusto e só vai trazer mais frustração.

* Ficar mal por querer seguir um modelo irreal de perfeição. Até porque, perfeição não existe. E que chato se existisse, não é?

* Deixar de perceber as nossas próprias qualidades, focando em coisas que consideramos defeitos.

* Endeusar outras meninas, que também têm suas fragilidades, problemas e inseguranças que nós, muitas vezes, nem sonhamos.

* Diminuir nossos pontos positivos. Sabe quando alguém faz um elogio e a gente responde com um “Imagina, meu cabelo está terrível!”, “Estou bonita? Você tem certeza de que está enxergando direito?” e por aí vai? Bora aceitar os elogios de coração!



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