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Dieta vegana ou vegetariana: tudo o que você precisa saber

Quer se tornar vegana ou vegetariana? Reunimos dicas e informações para te ajudar nessa transição!

Há diversos motivos para as pessoas optarem por uma dieta vegetariana ou vegana: o amor pelos animais, a opção por uma vida mais saudável, causar menor impacto ambiental, e muito mais. Ao contrário do que muitos dizem por aí, uma alimentação sem carne não é nada sem graça, pelo muito contrário, faz com que você conheça e tenha a sua disposição alimentos deliciosos e muito nutritivos. Mas, antes de contarmos o que é preciso saber para você tomar uma decisão importantíssima como a de parar de comer carne, precisamos explicar como o vegetarianismo, regime alimentar que exclui todos os tipos de carnes, é classificado.

Ovolactovegetarianismo: consome ovos, leite e laticínios.

Lactovegetarianismo: consome leite e laticínios.

Ovovegetarianismo: consome ovos.

Vegetarianismo estrito: não consome nenhum produto de origem animal.

Mas, e veganismo, o que significa? Quem adota essa filosofia não consome nenhum produto que gere exploração e/ou sofrimento animal, e adota o vegetarianismo estrito em sua alimentação. Por isso, costuma-se chamar de “vegano” quem não consome nenhum alimento de origem animal, como carnes, ovos e laticínios.

Segundo Ricardo Laurino, presidente da SVB (Sociedade Brasileira Vegetariana) – Que traz projetos como “Campanha Segunda Sem Carne”, “Se Você Ama Um Por Que Come o Outro” e “Desafio 21 Dias Sem Carne”, entre muitos outros. –, “O vegetariano refere-se à escolha alimentar baseada exclusivamente em vegetais. Ao longo do tempo, pessoas que tiravam apenas as carnes, começaram a ser chamados de vegetarianos também, ou "ovolactovegetarianos". Os veganos procuram retirar de seu consumo, o máximo quanto possível, produtos e serviços que tenham relação com a exploração animal, ou seja, não comem nenhum tipo de carne, ou leite e laticínios ou ovos e outros derivados animais, evitam ao máximo usar produtos testados em animais, não usam couro ou lãs, não apoiam rodeios, aquários, zoológicos, comércio de qualquer tipo de animais, mesmo de cães e gatos, entre outras diversas atividades que utilizam animais em seu processo meio ou fim”. 

Veja como preparar uma deliciosa receita:
Receita de hamburguinho vegetariano

Ricardo explica que “O principal motivo apresentado pelas pessoas são principalmente pelos animais, por conta de que são contra a exploração dos animais, pelo meio ambiente, devido ao fato de ser essa a postura mais consistente e impactante para preservação do meio ambiente do que qualquer outra existente, pela saúde, devido aos grandes benefícios que essa opção trás consigo, e por questões espirituais”.

Desmitificando qualquer fato que aponte que o vegetarianismo traz prejuízos em parar de comer carne, a nutricionista Hiasmim Braguim dá a letra de que todos nós podemos ficar tranquilos! “Aos que estão iniciando na prática do vegetarianismo ou veganismo alerto que fiquem tranquilos, não há prejuízo em parar de comer carne. Apenas sugiro maior atenção ao aporte de proteínas, ferro, cálcio, vitamina D e vitamina B12, que diminuem bastante, já que a maior parte desses nutrientes são de fontes animais. Em alguns casos há necessidade de suplementação de algumas vitaminas. As carnes podem ser substituídas por leguminosas tranquilamente, porém o aporte de ferro deve ser duas vezes maior que uma pessoa onívora (que come carne). Além disso é interessante associar sempre uma fonte de vitamina C às refeições para aumentar a absorção de ferro. Se tiver muitas dúvidas sugiro que consulte um nutricionista.”

Ricardo segue a mesma linha de raciocínio de Hiasmim, afirmando que não há mistério para quem deseja embarcar no vegetarianismo e que “aquele que opta por uma alimentação vegana bem equilibrada, apresenta riscos menores de desenvolvimento de câncer, problemas cardíacos, diabetes, obesidade, sofrer AVC, entre outros”.

Mas será que é tão simples assim embarcar em um mundo sem carnes, laticínios e derivados dos animais? Para Ricardo, cada um deve seguir o seu ritmo, sem se pressionar e também se influenciar por outras pessoas.  “A primeira e mais preciosa dica é seguir o seu tempo, não se desesperar e achar que não é mais vegetariano ou vegano se cedeu a uma vontade em uma refeição. Não é porque vacilou em uma refeição que se deve largar tudo nas outras. Crie metas que consiga cumprir e siga em frente. Assista a documentários e leia livros a respeito dos conceitos do veganismo e a vida dos animais. Entender a complexidade e os interesses desses seres explorados pela humanidade é a forma mais consistente de se convencer que o prazer de uma garfada ou o gosto por uma jaqueta de couro podem ter outro significado.”



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