03 mar 2017

Representatividade LGBT: Introdução

 

"Direitos aos gays são direitos humanos"

“Direitos aos gays são direitos humanos”

 

LGBT+ é a sigla correspondente à ‘Lésbica, Gay, Bissexual, Transexual’, o sinal de adição engloba outras distinções de gênero e sexualidades, assexual, intersexual, pansexual, e muitas outras igualmente importantes. Sabendo o significado da sigla, vamos ao corpo da postagem.

Ultimamente anda em discussão no Facebook, Twitter, Tumblr, além de outras redes sociais e blogs, a importância dos direitos aos LGBTs. Tendo visto que muitos conservadores acreditam no fato de todo e qualquer ato militante é “mi mi mi”, muitas vezes argumentações são unilaterais. Apesar da dificuldade para comunicar nossas ideias, uma coisa posso dizer: a discussão constante e extremamente presente em veículos de comunicação é um passo importante.

Décadas atras os direitos LGBTs eram poucos ou nada discutidos, o normal era esconder suas opiniões e necessidades. Em certas épocas, gays não eram vistos como gente, mas sim aberrações. DÉCADAS e SÉCULOS atras, apesar de nos considerarmos evoluídos, ainda vivemos presos a inúmeras ideias mais velhas que a Corte Francesa e Maria Antonieta.

A inquisição, renascimento, queda e ascensão da igreja, 1ª e 2ª Guerra Mundial, esses e outros eventos onde um ideal disseminado até chegar ao fanatismo, resultou em milhares de mortes, tudo isso aconteceu em séculos passados, mas baseando-se em tais ideologias falhas ainda hoje temos a perseguição aos LGBTs, praticantes de outras religiões, racismo, machismo, extremamente presentes. Ainda hoje temos o preconceito enraizado e disfarçado de “liberdade de expressão” e “opinião”.

A representatividade LGBT tão discutida na mídia tem essa finalidade, normalizar aquilo que NUNCA deveria ter sido considerado errado ou pecado, e condenar atos vistos como humor.

Você acha que um gay ou lésbica assumido poderia ter TANTA visibilidade no meio midiático no começo do século XX, ou até mesmo até os anos de 1960, sem ser por motivo de chacota? Se até mesmo depois disso gays eram ainda vistos como ‘fonte de DSTs’, imagina antes!

Depois de tantas revoluções culturais que pregassem a liberdade sexual e de gênero, é uma surpresa que tanta gente ainda pense tão pequeno em relação ao tamanho do mundo e possibilidades. Você pode ser gay, saudável, talentoso, bem-sucedido e amado, e o conservadorismo não pode e nem vai mudar isso, estamos chegando longe demais para regredir.

Orgulho

“Orgulho”

Hoje em dia insinuações de sexo são vistas em TV aberta durante o horário nobre, e isso é visto como uma revolução, a heteronormatividade critica mas não condena, agora mostrar um beijo gay é a razão para o fim do mundo. Uma pessoa parte da comunidade LGBT é condenada por qualquer coisa, qualquer andar de mãos dadas já é libertinagem, doença. Isso é ridículo. Estou amando alguém e demonstrando, não estou doente.

Com tantas ferramentas para comunicação, a realidade LGBT é mostrada com maestria e quem tenta censurar é visto com escárnio. Inúmeras personalidades influentes e homossexuais se manifestam o tempo todo. É mais fácil você mostrar que preconceito é um conceito retrógrado, quando você tem certeza de que não vai receber uma lâmpada na cabeça quando terminar de escrever.

Assim como é mais fácil derrubar ideais ultrapassados pela internet, também é mais fácil espalhar seu veneno ciberneticamente.

Infelizmente os filtros que bloqueiam opiniões venenosas vindas de pessoas desocupadas e antiquadas, que preferem gastar seu tempo na internet digitando em capslock que gays vão para o inferno, são falhos. Você é bloqueado por se defender, mas precisa de muito para derrubar páginas como “Bolsonaro 2018 3.0”, que espalham suas opiniões machistas e homofóbicas.

Assim como são agraciados com a oportunidade de representatividade via internet, são agredidos.

Não vamos continuar crescendo ideologicamente, enquanto nossos deputados misturam religião com tudo, os mesmo disparam frases agressivas e preconceituosas, enquanto nossas figuras de mais visibilidade são pessoas bitoladas. Precisamos de visibilidade LGBT para crescermos mais e mais filosoficamente falando.

Igualdade é para todos. Erga-se pelos direitos das pessoas trans. Esses também são direitos humanos.

Igualdade é para todos. Erga-se pelos direitos das pessoas trans. Esses também são direitos humanos.

Não podemos sossegar e imaginar no nosso mundinho cor de rosa que tudo está bom como está. Não está! Outro dia estava conversando com alguns familiares, e precisei ouvir da boca deles que ser gay é doença psicológica, que você é gay agora, mas pode se curar com o tratamento psiquiátrico certo! Não podemos parar enquanto um jovem oprimido por religião, pessoas fanáticas e boçais continuarem ouvindo da PRÓPRIA família que está doente e precisa de remédios. Ninguém merece ouvir isso!

Não podemos parar enquanto adolescentes bons e gentis continuarem perdendo a vida pelas mãos da própria mãe, simplesmente por serem gays! Enquanto jovens lésbicas forem apedrejadas por se amarem! Enquanto jovens transexuais continuarem recebendo pedradas, sopa quente na cara, vassouradas nas costas, serem exorcizadas, simplesmente por não agirem como alguém com suas genitálias supostamente deveria.

Não podemos parar enquanto tais pensamentos inadequados, ofensivos e perigosos continuarem rodando redes sociais, jornais, e etc. Não vamos parar enquanto o ser humano continuar sendo o que sempre foi, massa de manobra.

Nessa série de posts chamados “Representatividade LGBT”, vou mostrar e dar visibilidade a artistas LGBT, que procuram a cada dia mais e mais se destacarem, e provarem que não estão doentes psicologicamente.

Todos por amor e amor para todos.

Todos por amor e amor para todos.

 

Beijos, e até o próximo post :)

 

P:S Facebook: Bárbara Contiero/ Poesia e Outras Drogas

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