Bora parar de reclamar e se inspirar em histórias de 3 garotas que venceram o câncer? Vem ver

3 histórias de garotas que venceram o câncer 

Ana Carolina Freitas, 16 anos

Carol, que mora em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, descobriu o câncer após estranhar as dores que sentia no ombro direito. Mas, como sempre tocou violão e outros instrumentos na banda da escola, achou que fosse apenas uma dor muscular. Isso até o braço dela começar a inchar... “Fiz um raio-X e o médico viu um tumor. Depois, fui a um hospital em Porto Alegre, onde realizei mais exames. Foi aí que me disseram que era maligno”, diz Carol, que tinha 14 anos na época.

Calma que isso ainda não é o pior. “Também me disseram que o único tratamento possível era amputar o braço e fazer muita quimioterapia”, lembra Carol, que já estava internada quando uma médica sugeriu que ela fosse até o GRAAC, pois lá eles poderiam oferecer um tratamento mais adequado. Depois desse toque, a adolescente e a família não pensaram duas vezes: viajaram até São Paulo, atrás de novas soluções. “Cheguei ao GRAAC e vi crianças com câncer sorrindo. Os profissionais também eram diferentes e estavam prontos para nos atender, nos mostrar que o câncer tem tratamento se encararmos com determinação”, conta.

Aos poucos, ela foi percebendo que era possível ter uma vida normal. “Procurava não viver apenas do câncer, aproveitava meu tempo em São Paulo para passear, conhecer lugares epessoas novas”, comenta. Ela também não precisou parar os estudos, pois o hospital tem uma equipe de professores preparada para atender pacientes de todas as idades, para que eles não percam o ano escolar. Além disso, a amizade com Thulyo, um garoto em tratamento de leucemia, fez a diferença. “A amizade dele me ajudou a ficar pra cima. Ele me apoiava em todos os momentos”, conta.



Adany Jesus dos Santos, 18 anos


Uma das dificuldades deenfrentar o câncer são os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia, como a perda dos cabelos, o enjoo, emagrecimento, enfim, coisas que podem balançar a autoestima. Adany, que é do ABC Paulista, descobriu que tinha linfoma de Hodgkin, um câncer no sistema linfático, aos 16 anos. “Meu pescoço começou a inchar, mas os médicos diziam que era agarganta. Depois, comeceia sentir dor na barriga e eles diziam que era infecção de urina”, lembra. Ainda com o pescoço inchado e muitador, ela ficou internada por 16 dias, até que os especialistas fecharam o diagnóstico.

Ela também fez tratamento por um ano no GRAAC e ainda retirou o baço. “No começo, dei graças a Deus que os médicos descobriram o que tinha. Mal sabia o que ainda teria de enfrentar”, conta Adany. Com a doença em estágio avançado e dores pelo corpo, ela fez quimioterapia por seis meses. “Sentia enjoo, vomitava, não conseguia sentir cheiro de nada”, diz. Além disso, seu cabelo começou a quebrar e ela precisou cortar curtinho.

Quando saía na rua, Adany precisava usar uma máscara para proteger-sede infecções e chegou a passar por situações chatas. Ela contou que, no início do tratamento, pensava no cabelo, mas logo se deu conta de que não adiantava nada ter fios lindos e longos sem ter saúde. “Me acostumei com ele curtinho, comecei a me maquiar, passar batom e já saía de casa me sentindo muito melhor”, garante.

Luana Lemos, 14 anos

A Luana, sofreu bastante com os enjoos, perdeu 10 kg, além dos cabelos. Não tinha apetite e vomitava até quando bebia água. “No início, perdi toda a minha vaidade. Mas, quando consegui colocar um sorriso no rosto, passei a me cuidar de novo, como se nada tivesse acontecido”, diz. Hoje, a Luana mora em São Paulo e vai ao hospital uma vez a cada dois meses, para fazer a manutenção do tratamento. Como ela não teve metástases – quando aparecem outros focos de câncer e ele se espalha pelo corpo – não precisa tomar remédios em casa.

Já a Carol voltou para o Rio Grande depois do tratamento e até chegou a participar de um desfile de moda para arrecadar fundos com o objetivo de ajudar o hospital local. Continua a quimioterapia por via oral em baixas doses, e vai ao GRAACC pelo menos uma vez ao mês. Adany precisa tomar injeções mensais para se proteger de possíveis problemas, já que não tem mais o baço, responsável por auxiliar o organismo no combate a infecções. Ela toma os medicamentos na farmácia perto de casa e só vai ao GRACC uma vez a cada três meses.

A gente, por aqui, fica torcendo para que elas se recuperem cada vez mais rápido, e para que exemplos como esses continuem ajudando a tornar melhor a vida de muitas outras adolescentes. Afinal, se elas venceram o câncer com força, coragem e muita autoestima, todo mundo consegue, não é mesmo?

Confira um vídeo incrível sobre a campanha de 25 anos do GRAACC “Juntos vamos sonhar e ir muito mais além”: