Vem conferir histórias inspiradoras de garotas que vivraram empreendedoras e estão fazendo muito sucesso por aí!

Por Veridiana Mercatelli

Girlboss: tire seu sonho do papel e vire dona do seu próprio negócio

Foto: Shutterstock

Projeto girlboss, ativar! Veja as histórias de duas meninas que tiraram o sonho do papel e se tornaram suas próprias chefes. E o melhor de tudo: ajudam muitas outras garotas. Girl power: sim ou com certeza?

Catharina Doria

O empreendimento de Catharina Doria, 18 anos, surgiu depois de uma situação nada agradável. Aos 16 anos, ela foi assediada e perseguida por um cara bem mais velho na rua e ficou com muito medo. Depois de se recuperar do susto, teve a ideia de fazer um aplicativo que mapeasse lugares em que acontecem casos de assédio, com espaço para as mulheres relatarem o que aconteceu com elas. Foi aí que nasceu o app Sai Pra Lá. Ela conseguiu convencer os pais a investir o dinheiro que eles gastariam com a viagem de formatura do ensino médio com um programador. E deu certo!
Hoje, Catharina estuda publicidade e, além de administrar seu aplicativo, ela ainda tem um canal do YouTube (Cathavento) e é superengajada no empoderamento feminino. “Eu sempre tive o sonho de ajudar as pessoas e, com o meu negócio, consegui ajudar e dizer o que eu tinha a dizer. Quando as meninas precisam entender sobre o feminismo, elas vêm falar comigo”, contou Catharina à Atrê. Segundo ela, a repercussão do app foi maravilhosa, o que tornou a vida dela uma verdadeira “loucura” (boa!) por vários meses, com muita gente da imprensa querendo entrevistá-la. Mas nem tudo são flores. “A parte mais difícil é lidar com os haters. Quando você faz sucesso, tem gente que vai falar coisas ruins, não tem jeito”, conta. “Mas você não tem de ligar e, sim, acreditar no que está fazendo”, aconselha. 
E por falar em conselho, Catharina deixa uma ótima dica para quem pensa em ter seu próprio negócio: não deixar para depois. “Isso não significa fazer algo cegamente. É bom fazer uma pesquisa antes pra saber se pode dar certo, se tem espaço para o que quer fazer. Mas se você deixar sempre pra depois, acaba não fazendo nunca”. Anotou?


Zandra Azariah Cunnigham

A norte-americana tem apenas 16 anos e é dona de uma marca de produtos de beleza para adolescentes, a Zandra Beauty (www.zandrabeauty.com). Como se não bastasse serem naturais, o que já é legal o suficiente, os produtos têm embalagens com mensagens inspiradoras, que levantam nossa autoestima. E são vendidos on-line e em lojas locais.
A girl deu seus primeiros passos como empreendedora aos 9 anos de idade. “Inicialmente, o plano não era criar uma linha de produtos. Eu só queria um protetor labial pra mim. Meu pai se recusou a comprar mais um e sugeriu que eu fizesse o meu próprio. A partir daí, fiquei obcecada em fazer as coisas”, contou à Atrê. Um ano depois, ela teve a ideia de criar uma linha de cosméticos, já que não encontrava produtos que fossem bons para sua pele sensível, pois continham muita química. Seu primeiro investimento veio de casa, depois de colocar todas as ideias no papel e explicá-las direitinho aos seus pais. “Meu pai me deu 500 dólares para comprar manteiga natural e óleos de alta qualidade, e minha mãe trabalhou comigo por longas horas durante a formulação dos produtos e depois com as vendas”, conta Zandra. Ela ainda pediu para as BFFs testarem os produtos (queremos migas assim!). Depois, registrou seu próprio negócio para que ele se tornasse oficial e procurou aprender ao máximo sobre o assunto pela internet.
Perguntamos à garota se, em algum momento, alguém tentou desmotivá-la ou se ela pensou em desistir. “Muitas vezes me disseram que meus produtos não eram bons o suficiente ou que eu era muito nova. Chorava muito no começo”, conta. “Mas estou acostumada com o NÃO, eu consigo lidar com o NÃO. Afinal de contas, se não fosse pelo NÃO do meu pai, eu nunca teria lançado a minha marca”, completa.
Quer mais? Zandra ainda destina parte da venda de seus produtos a instituições que colaboram com a educação de garotas. “Comecei meu projeto por questões egoístas, para fazer meu próprio protetor labial. Mas quando descobri que havia garotas pelo mundo sendo abusadas, desvalorizadas e sem a possibilidade de estudar, queria sair falando isso para o mundo. Estava vivendo em uma bolha protegida enquanto outras meninas sofriam”, conta a garota, que se orgulha de fazer a diferença no mundo. <3

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